Redentor

Na única noite que passei em Belo Horizonte durante uma viagem a trabalho no final do ano passado, tive uma grande vontade de ficar quietinha no meu hotel descansando. Eu havia chegado na cidade às 4 da manhã e passei o dia de reunião em reunião – definitivamente, foi extremamente cansativo. Mas, como estava hospedada na Savassi, com muitas opções de bares e restaurantes ao meu redor, resolvi não perder a oportunidade de estar tão bem localizada, e saí para explorar a noite da região.

Acabei escolhendo para jantar o bar mais pertinho do meu hotel, e o qual alguns colegas locais havia falado muito bem sobre. O tal bar era o Redentor, um espaço gostosinho e que é considerado há anos o melhor chopp de BH. E como não poderia deixar passar um local tão icônico, pedi logo um choppinho para relaxar e curtir a noite. Aliás, o serviço dos chopes é impecável. Você termina um, e o garçom já vem com outro. Após o segundo eu já tive que virar o copo, afinal, era um choppinho de leve para relaxar, pois no outro dia mai trabalho me aguardavam. E bem cedo!

Para comer, eu estava com muita dúvida. O bar tem aquele clima carioca (eis o nome) e as comidinhas eram mais no estilo petiscos, portanto as escolhas para jantar eram bem limitadas. Acabei optando pelo Filé Mingnon com Penne ao Molho Quatro Queijos – e o prato, que além de estar maravilhoso, ainda era bem generoso. Dá fácil para duas pessoas dividirem. Eu fui apreciando com calma, sem pressa, entre um gole de chopp e outro. E também curtindo o bar, que estava em clima de happy hour, com um sonzinho de bossa nova ao fundo.

No final das contas em não consegui terminar o prato, mas ainda enrolei um pouco na minha mesa, localizada a varada, onde eu aproveitava uma daquelas raras ocasiões em que eu tenho a oportunidade de estar sozinha em um bar para praticar um hobby que eu adoro: o “people watching” – vendo os Belo Horizontinos beberem, comerem ou passando de lá para cá – daqui pra lá.

Dormi Feliz!

Redentor
Rua Fernandes Tourinho, 500 – Savassi
Belo Horizonte – Minas Gerais
Tel: (31) 3284.1175
www.redentorbar.com.br

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Disney Store

Há alguns anos atrás, quando ainda era universitária, tive a oportunidade de passar 30 dias de férias nos EUA, entre os estados de Connecticut e Nova York. Dentre os vários programas que eu fiz por lá, a Disney Store de NY, com certeza, não era daqueles que eu mais ansiava, mas, uma vez que estávamos passando em frente, não resisti e tive que entrar.

A Disney de Orlando foi a minha primeira grande viagem para o exterior, ainda bem novinha. Seus filmes clássicos, como Aladdin e Alice no País das Maravilhas possuíam um lugar especial na minha coleção de fitas de vídeo. Toda sua magia nunca, nem mesmo agora, com quase 30 anos de idade, deixou de me encantar. E acho que, mesmo sem me dar conta do quanto eu iria amar a loja, eu acabei entrando.

Localizada na movimentada Broadway e com três andares recheados de produtos dos mais diversos tipos, este é o destino certo para quem busca algo da Disney em Nova York. Por lá há ainda os tradicionais personagens em tamanho real, tirando fotos com os clientes, entretendo a criançada e fazendo suas bagunças – como de costume.

Além disso, a loja sempre está decorada com algo da época. Por exemplo, quando eu fui, estava sendo lançado um dos filmes da saga de Piratas do Caribe, e toda a loja estava no clima caribenho. Além de fazer comprinhas para meus irmãos, nos divertimos muito por lá, e acho que a loja é, com certeza, uma das mais legais da cidade. Vale muito a visita!

Disney Store
1540 Broadway
New York – NY 10036
Tel: +1 212 626.2910
www.disneystore.com

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Villa Roma

São Paulo possui mais de 6.000 pizzarias em funcionamento. Retrato da forte imigração Italiana que rolou no final do século XIX e início do século XX no país. Escolher a melhor é quase impossível, mas a gente pode destacar aquelas que tem um ambiente bacana ou um conceito diferenciado. Assim é a Villa Roma.

Fomos a São Paulo durante o feriado de carnaval. Prestigiamos o casamento de uma amiga minha dos tempos de colégio e aproveitamos a folga para esticar a estadia na cidade. Na nossa última noite meu corpo resolveu dar um basta nas “estripulias” e, de repente, veio febre, dor de cabeça e muito, muito cansaço. Daí, já podem imaginar que nossos planos de jantar fora em algum lugar incrível foram por água abaixo né?

villa-roma-interior

Mas, como não é todos os dias que temos a oportunidade de estar em uma cidade com uma variedade de restaurantes tão grande, resolvi não me conformar: tomei um banho, vesti uma roupinha arrumadinha e fui jantar com Tarcisio nos arredores do hotel. Em São Paulo sempre há algo de bacana. Uma quadra depois, entramos no Villa Roma.

A casa é uma pizzaria com uma proposta muito interessante: a massa é completamente light, orgânica e sem glúten. E eles ainda sugerem comer com as mãos. Há uma caixinha com luvas na mesa para os mais enjoadinhos. Quem não quiser, basta pedir um garfo e uma faca. Nós amamos a liberdade de comer pizza com as mãos, o que é praxe em países como os EUA, mas não tão comum no Brasil. Além disso, eu estava me sentindo muito mal e algo mais pesado não iria rolar, então a massa leve da pizza foi o que me possibilitou comer naquela noite.

Falando na pizza, ela era simplesmente deliciosa. Bem fininha, com ingredientes de qualidade e muito bem preparada. Mas, pelo fato da massa ser tão leve, uma pessoa que coma muito, encara sozinha tranquilamente a pizza de tamanho médio. Como eu não queria me arriscar, comi dois pedaçinhos e Tarcisio deu conta do restante.

Mas como nem mesmo doente e cheia eu não resisto à uma sobremesa, a escolha do docinho final ficou por minha conta. Eu queria só “adoçar a boca” e Tarcisio já tinha exagerado na pizza, então escolhi uma banana flambada com sorvete de creme para dividir. MARAVILHOSA!

sobremesa

Se eu estivesse me sentindo bem, certamente teria investigado melhor o bar. Sempre gosto de experimentar algum drink quando conheço um restaurante, ou dar uma olhada na carta de vinhos ou na seleção de cervejas. Nesse dia eu dei uma passada de olho nas opções, e havia uma grande variedade das já tradicionais bebidas de bares e restaurantes brasileiros, mas o que eu gostei mesmo foram das inúmeras opções de vinhos, disponíveis inclusive em taças ou garrafinhas individuais, além do balcão, que eu tanto amo – um lugarzinho onde você pode sentar e bater papo com o barman. Adoro!

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Villa Roma
Rua Serra da Juréa, 215 – Tatuapé
São Paulo – SP
Tel: (11) 2092.7374
www.villaromapizzaria.com.br

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Jardim Botânico de Buenos Aires

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Durante a nossa lua de mel em Buenos Aires, tentei fazer o máximo de passeios românticos com Tarcisio. Não era uma viagem de baladas e compras, era um momento para caminhadas de mãos dadas, piqueniques em parques, jantares a luz de velas. Foi uma viagem inesquecível. Em uma das fotos desses dias por lá, estamos sentados na mureta deste laguinho artificial, acompanhados de uma linda escultura – é minha lembrança favorita da viagem.

Este é o Jardim Botanico Carlos Thays, que recebe este nome em homenagem ao seu idealizador, antigo morador da linda mansão que encontra-se dentro do parque. Aliás, existe um busto exposto em homenagem à ele nos 69.772m² que compõem o maravilhoso espaço verde, onde mais de 5.500 espécies de vegetais habitam em plena capital argentina. Além disso, o jardim conta com 33 obras de arte, sendo elas esculturas, bustos ou monumentos, todas expostas à céu aberto, como a da foto acima, e são, com toda certeza, o que mais gostei no local. Destaque para Os Primeiros Fios, de Miguel Blay e Saturnalia, de Ernesto Biondi.

O parque é composto por três sub-tipos distintos de jardins dentro do seu espaço: Romano, Oriental e Francês. O primeiro remete à época do Império Romano, com a presença de plantas como o louro e o cipreste. O oriente é representado por espaços de relaxamento e meditação. Já o jardim Francês é inspirado na icônica área externa do Palácio de Versailles, localizado nos subúrbios de Paris e outrora centro do poder durante o Antigo Regime.

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Dentro do jardim funcionam a Escola Municipal de Jardinagem, que é mantida pelo ministério da educação da cidade de Buenos Aires. Há ainda o museu botânico e a biblioteca com cerca de 10.000 publicações sobre os temas que envolvem o jardim, estando todos a disposição dos visitantes e dos habitantes da cidade. Mas, uma das principais atrações do local: as estufas. São um total de cinco, ao todo, sendo a maior delas em um clássico estilo art nouveau, já tendo sido premiada pela originalidade e considerada a única de sua categoria conservada até hoje no mundo.

Passamos cerca de 2 horas caminhando, apreciando e tirando fotos. Tarcisio não curte muito, mas não reclama – e como eu não me canso, a gente foi ficando e ficando. Foi perfeito. Depois que voltamos de viagem, descobri que lá não é permitido fotografar. Eu não havia visto placa alguma e ninguém chamou a minha atenção. Não sei como anda hoje em dia. Mas, mesmo que eu não tivesse essas lembranças, achei tão gostoso ter esse espaço verde no meio da cidade, com uma rica mistura de botânica, arte e arquitetura. Definitivamente algo que eu gostaria de ter perto de casa.

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Jardín Botánico Carlos Thays
Av Santa Fe 3951, 1425 – Palermo Botánico
Buenos Aires, Argentina
Tel: +54 11 4831-4527
Entrada Gratuita
www.buenosaires.gob.ar/jardinbotanico

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Nostalgia da Faculdade

Ano passado, durante uma viagem à Vix, eu estive na minha antiga faculdade para fazer duas coisas: credenciar minha irmã para sua prova de vestibular e conseguir uma cópia do meu trabalho de conclusão de curso, assim como o do marido, para colocar na nossa mini-biblioteca pessoal – que ainda é muito modesta, por sinal.

Apesar de estar em conflito com a profissão que eu formei, e sem saber bem qual rumo tomar, aqueles anos na UNIVIX foram uns dos mais marcantes da minha vida. Eles representam a mudança para Vitória, minha cidade favorita no Brasil, assim como as novas amizades que por lá criei, as quais entram ano, saem ano, continuam aqui, firmes e fortes, mesmo que seja através de um grupo no WhatsApp.

Caminhar por aqueles corredores foi andar pela rua das lembranças. Entrar na cantina foi relembrar nossos intervalos de fofocas e bolos de aniversários. Pegar naquele TCC foi uma relembrar uma vitória com nota 10 com louvor. Depois de 5 anos de formada, nada como olhar para trás e apreciar cada experiência já vivida – mesmo que, teoricamente, eu não sei ainda para onde isso tudo vai me levar…

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