O Sorriso de Monalisa

Ando aproveitando o Netflix para assistir, não só aos últimos lançamentos, mas também aos filmes mais antigos que possuem um lugar especial no meu coração. E o escolhido para uma noite aleatória nessa semana foi o incrível O Sorriso de Monalisa.

Retratado nos Estados Unidos da década de 50, o filme acompanha a professora de História da Arte Katherine Watson, interpretada por ninguém menos que Júlia Roberts. Ela é uma jovem liberal e feminista que leciona em Berkeley, uma universidade da Califórnia considerada moderna para aquele tempo.

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Decidida a fazer a diferença no mundo, ela se candidata para uma vaga na prestigiada Wellesley, uma universidade de Massachusetts só de garotas , onde as melhores e mais brilhantes jovens do país estudavam naquele tempo. No primeiro dia de aula e o primeiro contato das jovens com um curso de História da Arte, Katherine se surpreende ao perceber que toda a parte teórica, como os nomes das obras, datas e, até mesmo, seus significados ocultos já estavam na ponta da língua de cada uma de suas alunas, que, afim de atingir a excelência, decoravam os livros-textos tentando se tornar a mais perfeita mulher que elas poderiam ser.

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Afim de tentar abrir a mente de suas alunas, Katherine deixa de lado os livros e passa a apresentá-las a arte moderna, a criar uma opinião própria sobre o que gosta ou não, e a entender, além dos estudiosos, quem era a pessoa por detrás de cada grande mestre.

Em uma faculdade rígida e com estudantes das mais tradicionais famílias do país, o comportamento moderno e liberal da professora logo começa a incomodar e Katherine se vê diante da verdadeira situação na faculdade que, aparentemente, é apenas uma fachada para formar esposas cultas, mães responsáveis e excelentes donas de casa.

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Indignada com o desperdício de potencial de suas alunas, ela resolve colocar as garotas para se questionar, pensando porque as mais brilhantes jovens do país, que poderiam ser suas futuras líderes, estão se contentando com o destino que a sociedade lhes impõe. Em um ano ela consegue tocar estas meninas de maneira nunca antes pensada por elas. O filme relata uma das maiores buscas do feminismo e das mulheres em geral: o livre arbítrio de ser quem e o que ela quiser.

É daqueles filmes que a gente assiste e ama. Compartilha com a mãe, a irmã e as amigas. Usa como inspiração para a vida. O tipo de filme que toda mulher deve assistir – hoje, se possível!

fonte das imagens: divulgação

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Orquidário Montenegro

Eu não costumo perder uma boa oportunidade de viajar para Vitória. Então, há algum tempo atrás, quando minha sogra falou que estava planejando uma ida à capital para um final de semana por lá com o meu sogro, eu aproveitei a carona e embarquei na viagem deles.

Aliás, foi uma delícia de viagem. Era aniversário da minha mãe e pude passar a data com ela. Além de poder curtir a família e a minha Vix querida, que é sempre um plus. Mas, na viagem de volta, tive uma surpresa bem agradável: minha sogra disse que queria parar em um orquidário localizado na cidade de João Neiva, onde, ela ficou sabendo, eles cultivavam lindas orquídeas e vendiam a preços excelentes.

A entrada do orquidário é na beira da estrada – quase um tesouro escondido na BR 101. Há uma placa indicando o local. De fora você não percebe a grandeza do lugar, mas lá dentro seu queixo literalmente vai cair. Eles são responsáveis por todo o processo: preparação da muda, plantio, cultivo, envasamento, ornamentação em arranjos, além de fazerem misturas de espécies em laboratório, criando diversas orquídeas exóticas – o que é um delírio para quem coleciona, como a minha sogra. Durante a nossa visita, inclusive, eles estavam selecionando suas melhores orquídeas para uma mostra que iria acontecer em Vitória.

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E, como se não pudesse ficar melhor, os preços são incríveis: Eles começam em R$15,00, para as brancas e lilás com 3 flores, e vão até R$30,00, que seria o preço para as exóticas com 3 flores. Minha sogra acabou levando 4 orquídeas que saíram pela bagatela de R$75,00. Para quem não conhece preços de flores e plantas, esse é o valor de apenas uma orquídeas branca com três flores aqui em Montanha. Eu fiquei tentada, mas com meu histórico de exterminadora, resistir a tentação era a opção mais sábia.

Orquidário Montenegro
Rodovia BR 101, Km 202 – Bairro Piraqueaçu
João Neiva – ES
Tel: 27 99786.0985
www.orquidariomontenegro.com

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Sabático

Fui da pré-escola para o colégio
Do colégio para a faculdade
Da faculdade para o primeiro emprego
De estudante para farmacêutica

Nunca tive um momento livre para refletir sobre a vida, sabe? Para deixá-la me levar. Passar meses em um destino dos sonhos, fazer um trabalho voluntário ou dedicar meus dias ao estudo do latim – só porque eu quero. Isto é o sabático: uma viagem para dentro de si mesmo. Um mergulho no autoconhecimento, tão necessário para que saibamos de onde viemos e, principalmente, para onde desejamos ir.

Durante toda a adolescência eu tinha a convicção de que queria trabalhar na área da saúde e, mesmo amando as artes e todo esse lado criativo que ela tem, nunca levei a área em consideração como profissão. Terminei o colégio e me joguei nos vestibulares para medicina. Não passei no primeiro vestibular (por muito pouco, por sinal), mas a ansiedade em crescer e “definir” minha carreira, fizeram com que eu me jogasse no curso de saúde que estava na moda no momento e para o qual havia vestibular com inscrição aberta: Farmácia.

Fui uma ótima aluna, formei com louvor, tirei 10 no meu TCC, garanti meu primeiro emprego ainda antes de ter colado grau e cheguei a me tornar uma empresária do ramo farmacêutico. Mas eu estava cada dia mais infeliz. Trilhando o caminho mais óbvio da profissão, eu me vi trabalhando 44 horas por semana atrás de um balcão de farmácia, onde eu exercia muito mais a veia comercial da coisa, do que a área da saúde em si.

Não sei bem se foi a opressão de outros desejos da minha vida, inclusive aquele meu lado criativo que eu resolvi ignorar na época do vestibular, mas eu já não queria mais ficar calada e submetida ao meu lado racional. E, assim, eu finalmente criei coragem e joguei tudo pro alto. Fui para uma área totalmente fora da minha zona de conforto, mas foi exatamente o que me colocou dentro do caminho que hoje eu acredito ser o qual eu devo seguir.

Ainda assim, eu nunca tirei um tempo para respirar nessas idas e vindas dentro da minha vida. Sei que já estou inquieta por mais uma mudança – e sei bem qual ela é. Porém, sei também que o Sabático será necessário para me dar confiança e certeza de que, mais uma vez, estou trilhando o caminho correto. Será um tempo livre e fundamental para me reencontrar. Me desejem sorte!

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Tour Fotográfico Pelo Rosedal

Como controlar o desejo de fotografar cada cantinho de um dos locais mais lindos que já vi na vida?
Ainda mais quando estou com uma câmera nova e testando todas as funções
que ando aprendendo nesse meu novo hobby que é a fotografia.
Portanto, não consegui selecionar poucas fotos, então resolvi postar aqui um tour fotográfico da minha primeira
e tardia visita ao Rosedal, em Buenos Aires.
Preparem o coração!

Desculpem o “flood“, mas não pude resistir!

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Paseo El Rosedal

Durante a minha lua de mel, um dos locais na minha lista a visitar era o Rosedal. Já havia visto algumas fotos e dicas de vários blogueiros de viagem sobre o passeio neste parque localizado em Palermo, porém, a visita acabou não rolando. Passei o dia pela região, desbravando os parques e encontrando, acidentalmente, o Jardim Botânico de Buenos Aires. O Rosedal, porém, eu não achei.

Mas também não fiquei super chateada. Sabia, bem lá no fundo, que aquela não seria minha última visita à capital da Argentina. Por sorte, nesta última viagem com a minha mãe, enquanto desbravávamos aquela mesma região rica em verde, eis que percebo um parque diferente, fechado com grades e com um lindo lago que me chamou atenção. Ao entrar, já morri de amores pelo caminho marrom em encontro com a vida da grama verdinha. Suas fontes, os cisnes e as esculturas. Ao olhar para a placa, li Paseo El Rosedal. Eu o havia encontrado.

Acontece que as rosas, ali cultivadas e que dão fama ao parque, ficam localizadas no centro, longe da entrada, e por este motivo, de fora é difícil dizer que ali se encontra o Rosedal. Mas nem por isso ele é sem graça, pelo contrário: As rosas são apenas um bônus. Seus banquinhos, sua riqueza em detalhes, seus pergolados com trepadeiras e todos os outros predicados descritos acima me fizeram apaixonar pelo Rosedal. Queria ter casado lá. Quem sabe um dia, quando resolvermos renovar os votos.

Em um determinado momento, enquanto passeava por aquele lindo parque, em uma manhã chuvosa e nublada, fiquem sem ar de tanta felicidade. Como as pequenas coisas podem nos trazer tão grande satisfação? Logo depois, um nó se formou na minha garganta e lágrimas logo subiram aos olhos. Chorei de emoção. São momentos como esse, de falta de ar e extrema alegria, que quero levar da vida!

O Rosedal é um local tão mágico que não consegui fazer um só post com 3 ou 4 fotos sobre ele, então, em breve, posto um tá aqui tour fotográfico das imagens que fiz por lá!

Paseo El Rosedal
Virrey Loreto, 2412 – Palermo Botánico
Buenos Aires, Argentina
Telefone: +54 11 4784.7949
www.buenosaires.gob.ar/areas/med_ambiente/parque_3_de_febrero/rosedal/

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