Felicidade

Há algum tempo atrás vi no Twitter que era o dia internacional da felicidade. Cheguei, inclusive, a postar uma mensagem perguntando aos meus amigos e seguidores se eles já sabem o que realmente os faz feliz na vida. Eu acho que já tem um tempinho que eu encontrei o meu segredo da felicidade: Ser verdadeira comigo mesma.

Durante um dos nossos papos-reflexões, Tarcisio e eu estávamos conversando sobre os nossos sentimentos e pensamento, e a terrível mania de não expressá-los por medo de magoar alguém. Alguns pensam que é um defeito, outros intitulam como qualidade, mas eu tenho uma característica bem particular: não há nada que eu pense, sinta ou ache sobre alguém ou alguma situação, que eu não me sinta a vontade em falar.

Lógico que, ao pontuar um “defeito” em alguém, por exemplo, tento me expressar de uma maneira que a pessoa entenda que não é que eu “não goste dela”, mas como eu gosto tanto, estou pontuando aquele fato que acho que ela poderia “melhorar”. Com pessoas que eu não gosto, nem me dou o trabalho: eu me afasto e faço questão de não ter aquela pessoa na minha vida.

Outra coisa que faço é responder de maneira bem sincera quando alguém me pergunta algo: Será que ele realmente é bom pra mim? Você acha que minha decisão foi correta? Será que eu deveria me desculpar? Quer uma resposta sincera, doa a quem doer? Venha a mim.

E, dependendo da siuação e do meu nível de intimidade com a pessoa, não precisa nem perguntar. Dou minha opinião assim mesmo. Sim, senhoras e senhores, ser meu amigo, não é para qualquer um, mas acaba sendo uma boa forma de triagem: só ficam os de verdade. Afinal, os amigos tem, não só a liberdade, mas tambem a obrigação de nos corrigir quando estamos errados.

Isso, pode soar extremista, mas sou bem feliz assim. E o caminho é vice-versa: estou aberta a opiniões e sugestões de familiares e amigos, tudo para ser cada dia uma pessoa melhor. O grande problema é que ainda existe uma concepção de que está errado dizer o que pensamos e, para mim, isso pode acabar com muitas amizades.

Sabe por quê? Porquê eu não tenho amizades de conveniência e muito menos faço questão de viver sob uma “política de boa vizinhança”. Amigo que é amigo, não te elogia quando você está errado.

Resumindo, acho que somos felizes quando estamos confortáveis com quem somos e com o que pensamos, sem nos preocupar com opiniões de pessoas que não tem nada a nos acrescentar. Aliás, li uma frase logo no dia seguinte a esse nosso papo que resume bem o meu modo de ser:

“O segredo do sucesso, eu não sei. Mas o do fracasso é querer agradar a todos!”

Seja feliz com quem você é e tente agradar somente a quem importa. Um brinde aos poucos e bons amigos!

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Minnie

Essa semana foi uma semana muito feliz para mim: é com prazer que vos informo que, agora, a residência dos Depolo possui 3 moradores. Além de Tarcisio e, lógico, eu, mudou se para lá uma pessoinha linda de apenas 950g: Minnie.

A Minnie nasceu da filha da outra Minnie (que é a avó, entenderam?) e deve ser a terceira que leva este nome na família. Antes dela teve a Minnie “original”, que era o xodó de Dona Maria, a avó materna do meu marido. Essa Minnie morreu há algum tempo atrás – eu nem cheguei a conhecer.

Depois dessa, Dona Maria arranjou outra pinche, e colocou o nome mais uma vez de Minnie. Essa acabou sendo morta pelo veneno de um sapo, que a “atacou” quando ela o encurralou. Mas como amava muito cachorros, Dona Maria acabou adotando outra Minnie, junto com seu irmãozinho, que acabou se chamando Mickey.

Como eram irmãos, Dona Maria achava que Minnie e Mickey não cruzariam. E, imaginem só a surpresa quando Minnie apareceu grávida?! Daí, vieram 4 filhotinhos. Os filhotinhos cresceram e uma das fêmeas acabou parindo também, nascendo, entre eles, a minha Minnie.

Para quem não sabe, nossa amada Dona Maria também faleceu, há cerca de dois meses atrás, deixando seus tão queridos cachorrinhos sem sua carinhosa mãezona. Eu, que sempre amei cachorros e, inclusive, tenho um que mora na casa dos meus pais, sonhava com o dia que teria cachorros em casa, mas Tarcisio nunca gostou.

Porém, como lembrança de uma avó que era extremamente querida por ele, Tarcisio resolveu adotar a pequena cachorrinha com menos de 60 dias de nascida. E homenagear Dona Maria com o nome que ela tanto amou ao longo da vida.

Ela, que sempre o aconselhou a ter uma cachorrinha em casa, deve estar muito feliz lá de cima, observando crescer dentro dele um amor que ele nunca imaginaria que existiria.

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Satay

Sair para jantar em um restaurante chines era uma grande tradição da minha família quando morávamos fora do país. O que não significa ir ao shopping e pedir um Yakisoba no Yan Ping ou um delivery no China in Box.

Quem realmente se aventura em experimentar novas gastronomias sabe que a verdadeira comida chinesa é muito difícil de encontrar no Brasil. Então quando o Satay, uma promessa da gastronomia oriental, abriu em São Paulo, tratei de me programar para visitar a casa durante a minha próxima ida à cidade.

Nisso, durante um papo via whatsapp com uma amiga de colégio, acabei comentando que estava com uma viagem marcada para São Paulo. Não via esta amiga desde que nos formamos no segundo grau, há 10 anos atrás, portanto, tínhamos que marcar um encontro. E como ela está morando por lá, o Satay foi a escolha unânime.

Foi uma noite de bate papo, onde relembramos a adolescência e nos atualizamos sobre a vida adulta. Tudo entre um drink e outro. O problema de restaurantes com bons drinks, como é o caso do Satay, que hoje é o “lar” do melhor barman do Brasil, é que a gente acaba esquecendo de comer.

Foi o nosso caso: Lá pelas 2 da manhã ficamos imaginando se iríamos pedir algo. O garçom anunciou que a cozinha já estava fechando. Como não sou dessas de comer tarde, não teve jeito, o jantar ficou pra próxima. Uma mini-desculpa para voltar ao Satay.

Mas os drinks foram incríveis. E a ambientação também – então fica aqui a dica!

Satay
Rua Padre João Manuel, 1249
Cerqueira César – São Paulo
Tel: 11 3068.0169

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Não Conta Lá Em Casa

O primeiro livro de 2014 teve um gostinho especial: já estava querendo lê-lo há algum tempo e trata de um dos assuntos que mais me fascina atualmente. O Não Conta Lá em Casa foi escrito pelo André Fran, que é um dos quatro viajantes/apresentadores do programa homônimo que passa no Multishow. Nele, ele relata em detalhes as viagens que nós assistimos no programa, todas para países que estão passando por algum momento crítico, como Iran, Iraque, Mianmar e Ethiópia.

Assistir programas de viagens é um dos meus passatempos favoritos, e, graças ao Não Conta Lá em Casa, eu abri os olhos para certos destinos que antigamente nunca entrariam para a minha lista de lugares a conhecer antes de morrer! E com o livro, este desejo só aumentou.

Ler sobre estes países “misteriosos”, esse povo tão diferente de nós, estas culturas fechadas e distantes é fascinante! Poder entrar em seu mundo e conhecer seus hábitos e costumes não tem preço, e só ficaria melhor caso pudéssemos estar com os meninos pessoalmente nesta viagem!

Da ingênua e recatada Song Yam, guia dos meninos na Coréia do Norte, ao bom monge Ananda, de Mianmar, André faz questão de retratar não só os destinos, mas as pessoas que fazem deles locais interessantes para visitarmos. Leitura indispensável para todos os viajantes de alma!

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A Fazenda

Meu pai foi criado em uma fazenda e, mesmo que a vida o tenha levado para longe das terras, plantações e criações, seu sonho sempre foi voltar à suas raízes. E recentemente ele conseguiu. A fazenda, que fica em MG, foi adquirida há cerca de 1 ano, e desde então ele tem investido na propriedade e em gado, uma vez que sua fonte de renda por lá é o leite. Além disso ele produz a ração das vacas e realiza também inseminações artificiais, tudo para ter bezerros tão bons quanto as vacas que adquiriu.

Ele já tinha todo o plano da fazenda montado, em cadernos e mais cadernos onde ele rabiscava o sonho. Algo bem parecido com o que eu fazia com os meus planos profissionais. E faço até hoje com tudo aquilo que um dia desejo alcançar. Acho que puxei isso dele.

Eu, por falta de tempo (ou falta de interesse mesmo, sejamos realistas), ainda não conhecia a fazenda, então aproveitei o feriado prolongado para ir visitar com Tarcisio, que, assim como o meu pai, ama essa vida de interior e mal podia esperar para chegar lá.

Foram 5 dias na fazenda, que fica longe do asfalto, em uma região de estrada de chão, muitas subidas, sem sinal de telefone fixo ou celular, e sem, lógico, TV a cabo. A casa ainda é a mesma que existia na fazenda quando meu pai a comprou e não comporta toda a família confortavelmente. Além disso, a fiação é tão antiga que muitas vezes não dava conta de carregar aparelhos eletrônicos mais sofisticados, como notebooks, tablets e smartphones. E lá se foi a nossa chance de assistir uma serie, um filme ou ler um livro (que eram digitais).

O jeito foi voltar aos dias de antigamente, onde o melhor passatempo era passar o tempo com alguém, bater papo, jogar cartas e dominó, andar pelo campo, rir ate chorar e curtir, em família, momentos preciosos. Mas, mesmo com todas estas coisas boas que tirei dessa minha experiência, teve uma coisa que absolutamente me fascinou na fazenda: O céu.

Eu sou apaixonada pelo céu, por suas cores, pelo nascer e o por do sol, pelo crepúsculo, pela lua, pelos ventos, as estrelas. E la na fazenda, com seu ar puro e sua escassez em iluminação artificial, parecia que o céu estava sempre mais bonito do que em qualquer outro lugar. E é por isso que algumas das minhas inúmeras fotos do céu tiradas lá na fazenda, ilustram o post de hoje.

É, acho que vou voltar mais vezes.

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