Broccoli & Chicken Pasta

Este é um prato tradicional na minha família. Daqueles de almoço de domingo com todo mundo reunido ao redor da mesa. E, por incrível que pareça, apesar de estarmos casados há mais de 3 anos, Tarcisio nunca havia tido a oportunidade de comer Broccoli and Chicken Pasta na casa dos meus pais.

Acho que para nós é um prato tão comum, como um frango assado, que quando ele vinha almoçar, mamãe queria caprichar em um prato mais elaborado. Mas, vai por mim, essa receita é ótima para receber os amigos para um almoço ou, até mesmo, jantar.

Quem manda muito na receita é o meu pai. Ela faz tudo mais gourmet, preparando prato por prato. Mamãe já é mais prática: Quando ela faz, faz logo uma “panelona” e todo mundo se serve. Como era a primeira vez que eu faria, e essa receita é tão velha lá em casa que não tem medidas certinhas, resolvi fazer como a mamãe e ver como ia ficar. Modéstia a parte, ficou bom demais.

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Ingredientes

  • 250g de macarrão tipo spaghetti;
  • 1 peito de frango;
  • 1/2 maço de brócolis;
  • 500ml de leite;
  • 1 caixa de creme de leite;
  • 1/2 cebola picada;
  • Azeite, sal, alho e pimenta do reino a gosto.

Modo de Preparo

  • Ferva uma panela de água com um fio de óleo e umas 2 pitadas de sal;
  • Cozinhe o macarrão nesta água fervente até ficar no ponto al dente;
  • Escorra o macarrão e reserve;
  • Em uma panela com fogo médio coloque um pouco de azeite de azeite (pode ser substituído por manteiga);
  • Acrescente as cebolas e deixe dourar;
  • Tempere o frango cortado em cubinhos com sal e alho a gosto;
  • Acrescente o frango e deixe dourar;
  • Acrescente o leite e abaixe o fogo para que o frango cozinhe;
  • Quando o frango já estiver quase pronto, acrescente o brócolis cortado em galhinhos – retire o talho mais grosso;
  • Deixe cozinhar por mais cerca de 5 minutos – o brócolis é servido ainda um pouco durinho – dá uma textura ao prato;
    Acrescente o creme de leite e acerte o tempero com o sal;
  • Para dar um charme no sabor, acrescente um pouco de pimenta do reino;
  • Junto o macarrão e misture bem;
  • Sirva logo em seguida.

Aqui em casa fez sucesso e, apesar de não ser fã de brócolis, Tarcisio amou e fez questão de repetir o prato. Espero que vocês gostem também!

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Colonia del Sacramento

Quando comprei as passagens para minha última viagem à Buenos Aires, eu tinha em mente alguns planos na cidade. Coisas que eu gostaria de fazer por lá e que ainda não tinha conseguido. Uma delas, era passar um dia em Colonia del Sacramento, no Uruguai.

Não sou o tipo de viajante que curte bate e volta, mas eu estava louca para conhecer a cidade e simplesmente não poderia dedicar mais dias a ela. Como acabei indo com a minha mãe e pretendia, por lá, encontrar com alguns amigos, era melhor não comprometer meus dias em Bue com eles. Deixei para ver lá como iriam ficar meus planos. No fim das contas, deu para encaixar a viagem e compramos nossas passagens apenas dois dias antes de embarcar, já lá em Buenos Aires.

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Saímos do porto da Colonia Express às 08:30 da manhã de uma segunda muito fria e chuvosa – o tipo de tempinho que eu amo, de verdade. Às 09:30, após apenas uma hora de balanço em uma balsa que navegava um Rio de la Plata muito agitado, chegamos ao Uruguai. A viagem é tranquila e prazerosa. Tem local para comprar o que comer, televisão para entreter e um pequeno duty free a bordo – mas também tem a galera que passa mal com o balanço do vai e vem.

Colonia é linda, encantadora, charmosa, rústica. Daquelas cidades que dá vontade de abraçar. De tatuar o mapinha no braço. Tem um clima bucólico, quase como uma cidade de veraneio fora de temporada. Me lembrou os Hamptons fora de temporada, ou alguma cidade de costa no inverno – talvez Newport, em Rhode Island.

O centro histórico é o coração da cidade – e também a primeira parada da turma que chega por lá. Guardado por uma muralha, foi tombado como patrimônio UNESCO em 1995 e ainda tem expostos os canhões que um dia o guardaram – assim como a ponte de madeira que dá acesso ao antigo portão de armas da cidade.

O rio frio, cinza e forte contorna a cidade, imponente. Para mim, ele é a principal atração do local. É quem dá todo o ar bucólico a esta ponta do Uruguai que começou a ganhar forma em 1680, quando a Colonia do Santíssimo Sacramento foi fundada pelas antigas forças Portuguesas.

A resposta Espanhola foi imediata e, em poucos meses, forças vindas de Buenos Aires tomaram conta da cidade em uma batalha que durou uma madrugada e hoje é conhecida como Noite Trágica. De lá para cá, durante muitos acordos e batalhas, a cidade se revezou na mão de Portugueses e Espanhóis. Em 27 de Agosto de 1828, o Uruguai finalmente se torna um estado independente.

Dentre os marcos históricos da cidade, e que hoje compõem as principais atrações turísticas para aqueles que a visitam, estão as ruínas do Convento São Francisco Xavier e seu belíssimo farol – com 118 degraus e uma vista 360º imperdível de toda Colonia. Localizados na charmosa Praça 25 de Março, que também abriga restaurantes, cafés, além de outros marcos importantíssimos na história da cidade, como a Casa de Nacarello,o Arquivo Regional, o Museu Municipal, a Casa de Lavalleja e o Museu Português.

Há também a belíssima Basílica do Santíssimo Sacramento, com obras de arte que datam do período colonial, e, logo ao lado, a charmosa Praça Manuel Lobo, onde estão as ruínas das Casas dos Governadores Portugueses de Colonia. Há ainda a Casa do Vice-Rei, o Museu do Azulejo, o Museu Espanhol e a icônica Calle de Los Suspiros – uma charmosa rua que corre rente ao muralha, da Praça Maior até o Rio de la Plata, e que exerce fascínio em todos que a visitam.

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Enfim, Colonia é uma viagem no tempo. É um retorno ao período colonial, com casas lindíssimas, ruas de pedra, lojinhas charmosas, cafés e restaurantes com mesas na rua… Não sei bem colocar em palavras as delícias de um dia na cidade, mas Colonia me fez querer voltar. Várias e várias vezes!

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Amor aos Pedaços

Apesar de tentar controlar a minha alimentação e levar uma vida saudável, uma coisa que eu não consigo abrir mão é dos pequenos prazeres da vida. E certamente não vou abrir mão de sorvete. Eu sou completamente apaixonada por sorvetes, gelatos e seus derivados, e quem me segue no Instagram, sabe bem disso – afinal, eu sempre estou postando fotos de delícias por lá.

Então, nada mais justo do que, assim como eu faço com os restaurantes, bares e cafés que visito, criar aqui alguns posts com reviews de sorveterias incríveis pelo Brasil e pelo mundo. E hoje eu vou falar da Amor aos Pedaços: uma sorveteria tradicional de São Paulo e pela qual eu sou completamente apaixonada.

A primeira vez que eu conheci esta sorveteria, que, na verdade, não vende um sorvetes propriamente dito, daqueles tradicionais que encontramos em qualquer sorveteria de esquina, foi durante uma viagem de trabalho. E, neste último carnaval, quando passamos uns dias na cidade para o casamento de uma amiga, aproveitei para levar Tarcísio para conhecer. Ele saiu apaixonado.

Na Amor aos Pedaços, o sorvete fica disposto em travessas onde é “montado” como uma espécie de pavê, e possui sabores super diferenciados, como bicho de pé, bem casado e cocadinha – além de coberturas e adições especiais que tornam cada sabor único. Sorvetes a parte, a casa ainda faz deliciosos bolos, tortas, docinhos e diversos tipos de sobremesa, para consumo imediato ou sob encomenda.

A sorveteria está presente em diversos pontos por São Paulo e pelo Brasil. Para endereços e informações, acesse o site: www.amoraospedacos.com.br.

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A Menina Que Roubava Livros

Eu li A Menina Que Roubava Livros há muitos anos atrás. Logo quando foi lançado, o livro ficou durante muitas semanas dentre os mais vendidos na lista da Veja e, isto apenas, é um grande incentivo para que eu leia um livro. Eu sei, sou altamente influenciável.

Mas, voltando ao assunto, tá aí um livro que eu considerei difícil de ler: narrativa complicada, uma história que não te prende logo no começo, paciência zero para entender o que diabos a tal da morte estava querendo me falar. Aliás, esse foi outro fator que me chamou a atenção no livro: a Morte é quem narra a história. E, como na própria contra capa diz, quando a Morte resolve contar uma história, a gente tem que parar para ler. E, depois de 3 tentativas frustradas para conseguir pegar o fio da meada e desenvolver a leitura, resolvi desacelerar meu ritmo e ter um pouco mais de paciência com a nossa inusitada contadora de histórias.

No livro a Morte relata a vida de Liesel Meminger. Irônico, eu sei. Ela é apenas mais uma menina que nasceu e cresceu na época da Alemanha nazista, e, com cerca de 10 anos, se vê, junto com o irmão, sendo colocada para adoção pela própria mãe, que já não tinha mais condições de criá-los. Ainda no trem, seu irmão morre. Este é o primeiro encontro da morte com nossa protagonista.

Durante o funeral, Liesel acha perdido no chão um livro intitulado “O Manual do Coveiro”, que provavelmente pertencia ao rapaz que realizava trabalhos no humilde cemitério. Ela fica fascinada pela obra, ainda que não soubesse escrever e, muito menos, ler. Este é o primeiro roubo de livros da menina, o qual foi testemunhado pela Morte, que ali estava “recolhendo” a alma de seu irmão.

Ao longo da história, a Morte tem mais dois encontros com Liesel, e nos relata cada um deles, com detalhes que só alguém realmente impressionado por outra pessoa pode dar. Eu fico feliz de ter ultrapassado a barreira inicial desse livro e ter dado mais tempo para a senhora Morte me cativar. E esse é o conselho que dou à todas as pessoas que me reclamam a mesma coisa que eu achava no começo: que livro chato e difícil de ler.

Sim, ele não impressiona de início, mas desenrola uma história simples, porém tocante, de uma menina que se permitiu sonhar e pensar além, em uma época onde questionar valores e expressar opiniões contraditórias era o mesmo que bradar aos quatro ventos um desafio ao sistema que ali reinava.

Meu conselho é que todos deem uma chance à obra, ainda mais agora, quando o interesse pelo livro voltou a crescer, uma vez que saiu a versão cinematográfica. Eu não vejo a hora de conseguir assistir também. Acredito que, se conseguirem expressar apenas uma fração das emoções que o livro expressa, será um grande sucesso. Confiram o trailer:

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Um Domingo pela Liberdade

Sempre tive vontade de conhecer o bairro da Liberdade, em São Paulo, mas nunca conseguia encaixar em alguma viagem. Porém, no domingo de carnaval, após o casamento da Isabela, minha amiga e motivo pelo qual estávamos na cidade, aproveitamos para ir curtir a ressaca por lá, experimentando várias delicias da culinária oriental e andando pelas lojinhas locais.

Sempre tive vontade de conhecer o bairro da Liberdade, em São Paulo, mas nunca conseguia encaixar em alguma viagem. Porém, no domingo de carnaval, após o casamento da Isabela, minha amiga e motivo pelo qual estávamos na cidade, aproveitamos para ir curtir a ressaca por lá, experimentando várias delicias da culinária oriental e andando pelas lojinhas locais.

Nas lojinhas, um verdadeira paraíso. Principalmente para quem ama decoração e coisinhas aleatórias de casa. Xícaras, luminárias, velas, vasos. Você encontra de tudo um pouco. Para mim, o grande atrativo são os utensílios para serviço de comidas orientais. Acabei comprando vários hashis com desenhos lindos. Nem sei bem quando vou usá-los, já que Montanha não tem restaurantes de comida japonesa – e muito menos um serviço de delivery. Mas, a gente compra mesmo assim.

Por lá também há grandes lojas de cosméticos, voltadas à profissionais do ramo, mas que estão abertas à todo o público. Eu também amo vasculhar essas lojinhas de beleza e adoro cremes que prometem milagres. Acabei encontrando alguns produtinhos que eu amo por um preço bem menor do que aqui no Espírito Santo. Lógico que eu também levei mais coisas para casa né.

Mas, a grande atração do bairro com certeza não é o comércio dentro de quatro paredes – use e abuse da charmosa feirinha que rola ao ar livre na praça central e nas ruas adjacentes. Por lá tem plantinhas, adereços e muitas coisinhas orientais. Mas, sejamos honestos aqui: o que a gente ama mesmo são as barraquinhas de comida.

Resolvemos que lá seria o local do nosso almoço e rodaríamos por várias, experimentando aqui e ali o melhor da gastronomia do local. Começamos na barraquinha de espetinhos: Camarão, bolinhos, codornas. Tem opções de espetinhos para todos os gostos. E, posso falar? Maravilhosos!

Depois, para reforçar, partimos para o Tako-Yaki, que, para quem não conhece, é um bolinho cremoso assado e, posteriormente, recheado. Lá, no caso, existiam duas opções de recheios: polvo ou camarão. E é óbvio que eu pedi dos dois. Eu amo arriscar e comer coisas diferentes, mas para quem não tem esse espírito aventureiro, por lá dá para encontrar os tradicionais sushis e yakisobas também. Se joga!

Por fim, terminamos o passeio pelo bairro no jardim japonês local, que é pequeno, gratuito e esconde mais dois locais com comidinhas aparentemente deliciosas. Foi uma verdadeira orgia gastronômica e saímos de lá rolando de tanto comer.

A feirinha rola todos os domingos mas, mesmo durante a semana, há muita coisa a ser vista por lá. Eu achei o bairro uma graça e com certeza é um daqueles programas diferentes e que fazem São Paulo ser um pouco menos a “selva de pedras” que é. Mais que indico um passeio pela região para quem estiver de viagem marcada para lá – uma ótima dica para domingos monótonos.

A feira da arte, artesanato e cultura da Liberdade acontece todos os sábados e domingos há 33 anos. Ela fica localizada ao redor da praça da liberdade e também nas ruas adjacentes. O burburinho costuma rolar de 8 da manhã até as 18 horas.

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