Como ir do Aeroporto de Oslo ao Centro da Cidade

Se tem uma coisa que essa viagem à Oslo me confirmou é que sim, a cidade é cara. Não é um caro absurdo, que torna quase inviável viajar para lá. Mas é mais cara em relação às outras cidades da Europa que eu já visitei. Então, a gente usa de certos artifícios para “baratear” a viagem. E um dos principais é o transporte público!

Eu sei que aqui no Brasil nosso transporte público não é dos melhores (ainda que eu sempre utilize quando viajo por aqui também). Mas, por causa disso, muitos brasileiros quando saem do país, acabam não se arriscando nos metrôs/ônibus mundo afora – o que é um grande erro, pois na maioria das vezes, além de serem mais baratos, ainda proporciona uma experiência legal de “viver” o dia a dia como alguém que mora na cidade.

Eu aproveitei que Oslo é uma cidade com uma infraestrutura sensacional e fiz tudo de transporte público – utilizando metrô/ônibus/tram, e foi super tranquilo. Com exceção dos nomes das estações né? Eles são impossíveis! Mas, enquanto a gente não aprende Norueguês, vamos utilizando uma colinha para nos certificar de que vamos descer na estação certa!

Qual a melhor opção?

Chegando em Oslo de avião, você vai desembarcar no Gardermoen (Oslo Lufthavn): o aeroporto internacional da cidade e o maior da Noruega. Ele tem uma estrutura fantástica, com muita gente a disposição para dar informações e também é abastecido de várias linhas do transporte público local.

Existe uma estação de trem “acoplada” ao aeroporto, e também um pequeno terminal de ônibus localizado logo em frente à saída do terminal de desembarque. O grande problema dos ônibus, para mim, é saber exatamente qual é a sua linha. No meu caso, eu já tinha informações da linha exata que parava na porta do meu hostel, mas eu cheguei a noite, estava bastante frio e o próximo ônibus só sairia em 40 minutos – então, decidi pelo trem.

{a única foto que eu tirei do trem – já no dia de ir embora}

E como funciona o trem?

Existem duas companhias de trens que fazem o trecho entre o Aeroporto de Oslo e a Oslo S (estação central da cidade). As companhias são a Flytoget e a NSB. E aqui está o pulo do gato: Ainda que elas façam o mesmo trecho, o preço do tícket da Flytoget é praticamente o dobro do da NSB, isso porque seus trens são intitulados “express”, ou sejam, sem parada, mas o da NSB só faz uma parada entre o aeroporto e a estação central – então não tem diferença alguma entre os dois, para falar verdade.

O tícket do trem da NSB custa 93,00NOK (cerca de 34,00 reais) e a viagem até o centro da cidade dura menos de 30 minutos. Os trens são novos, confortáveis e ainda possuem WiFi liberado e de excelente qualidade. A Oslo S está localizada bem ao lado da Ópera, da Karl Johans Gate e de outros pontos turísticos da cidade. Acoplada à ela está a antiga estação, que abriga também um Centro de Informações onde estão disponíveis mapas e guias de Oslo gratuitos.

Muitos visitantes escolhem se hospedar pela região, pois fica a localização é estratégica para explorar a cidade. Se é o seu caso, não tenha medo e vá andando até seu hotel – é super tranquilo. Caso você escolha um local mais afastado, de lá da estação dá para pegar ônibus/metrô/tram para os demais pontos da cidade. Com as informações em mãos, é super tranquilo para se locomover. Caso há dúvidas, basta perguntar. O pessoal da estação sempre se mostrou solícito todas as vezes que precisei. Não tem erro!

 

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Oslo

Eu tenho uma lista mental extensa de cidades que eu quero conhecer. E, ainda que Oslo tenha estado nela por muitos anos, não era nem de longe uma das minhas prioridades. Porém, quando eu recebi um e-mail do escritório do Médicos Sem Fronteiras me convidando para um treinamento na Noruega, eu não tive dúvidas e respondi no mesmo dia com um grande “sim”.

Foram 9 dias em Oslo e, ainda que na maior parte deles eu estava confinada em um hostel, onde tínhamos dias cheios de treinamentos que rolavam de 7 da manhã até as 10 da noite (com intervalo apenas para as refeições, eventuais cafés/chás e uma ida rápida ao banheiro), tentei sugar ao máximo tudo que eu podia daquela belíssima cidade no pouco tempo livre que tive por lá.

Minha viagem aconteceu no mês passado, em pleno inverno Norueguês, e as piadas já começaram no aeroporto de Lisboa, onde eu fiz a imigração. Questionada pelo oficial sobre qual era o destino final, recebi uma cara de surpresa de volta quando respondi que estava a caminho da Escandinávia. A única afirmação que ele fez antes de carimbar meu passaporte e me deixar seguir viagem foi que “Brasileiro congela em Oslo!”. É, eu já tava preparada para isso…

E Oslo foi tudo aquilo que eu esperava. Pousamos com neve no chão e uma chuvinha gelada. Fui do aeroporto ao hostel de transporte público, mesmo com um clima que levaria outras cidades, com menos estrutura, a parar tudo e todos. Oslo não. Oslo nem se abala com uma nevasca. Impressionante como as pessoas seguem com suas vidas mesmo com 15cm de neve no chão. Nada abala!

Cheguei ao hostel às 8 da noite. Ele é localizado fora do centro da cidade e bem no meio do nada – acho que de propósito, para nos manter focados nos treinamentos. Desci no meu ponto de ônibus, atravessei um túnel de pedestres que passa debaixo de uma rodovia e segui caminhando por uns 20 minutos – sozinha e no escuro – até chegar à minha acomodação para queles dias em Oslo.

E, o mais engraçado em tudo isso, era o medo/tensão que rolavam dentro de mim. Como brasileira, é natural eu desconfiar até da baixa luminosidade daquele caminho deserto, e eu já pensava nas mil maneiras que iria me defender caso alguém me abordasse. Mas Oslo se mostrou super segura (como eu já imaginava) e, mesmo que eu não conseguisse relaxar 100%, sabia que não havia nada com o que me preocupar.

Aliás, todos os dias e para todos os tipos de situações, nós utilizamos o transporte público da cidade para nos locomovermos. Oslo é servida por um ótimo sistema de ônibus/tram/metrô e você pode chegar a qualquer parte da cidade utilizando um ou a combinação de dois ou mais desses meios de transporte. O passe é integrado e funciona em todos eles – mas depois vou explicar um pouco mais sobre isso… E também contar como eu aproveitei o tempinho livre que tive na cidade.

Fiquem ligados!

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Médicos Sem Fronteiras

Como eu contei no post anterior, há algum tempo atrás eu tomei a decisão de tirar um sabático do meu cotidiano. Eu usaria este período para viajar, cursar um mestrado, aprender uma nova língua ou fazer algum trabalho voluntário. Algo muito mais relacionado com meu “eu” e a minha essência, do que com as funções e obrigações que a sociedade espera de mim.

Dentre as muitas pesquisas que eu fiz me preparando para este período, acabei esbarrando com a ideia de juntar minha profissão com algo muito maior que eu, como uma organização humanitária, onde eu poderia utilizar meus conhecimentos para levar saúde àqueles que não tem acesso a ela. E, depois de muita pesquisa e um intenso processo seletivo, em 16 de Dezembro de 2016 eu recebi a notícia de que faço parte, oficialmente, da maravilhosa equipe do Médicos Sem Fronteiras.

Nem ainda parti para minha primeira missão e já tenho certeza de que 2017 será um ano como nenhum outro na minha vida. Vai ser um período de crescimento, não só profissional, como também pessoal. Uma chance de viver o tipo de experiência que nos muda… Que cria uma bagagem na nossa alma, a qual levarei para sempre comigo.

Ainda sou nova na organização e estou começando a entender sobre o trabalho e tudo que envolve uma missão. Participei já de duas viagens e três treinamentos com eles – ocasiões onde conheci alguns colegas de trabalho e gente que sei que estará na minha vida para sempre.

Sei que tem muita gente que tem curiosidade de saber como é o trabalho (e a vida) dentro do Médicos Sem Fronteiras e eu prometo contar um pouquinho do que for possível. Aliás, os expatriados escrevem diários que são postados na página oficial da organização para que, aqueles que tem curiosidade em saber como é o dia a dia em campo, possam acompanhar. Eu já pedi para contribuir com tudo que eu conseguir documentar dessa experiência – e pode deixar que eu aviso aqui para vocês.

Me mandem energias positivas. Mal posso esperar para embarcar!

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Por Onde Andei

Eu estava contabilizando mentalmente antes de começar a escrever este post e cheguei a conclusão que devem ter cerca de 6 meses que eu ando “offline“. Mas não, não foi algo de propósito. Tudo começou quando eu resolvi reformular o blog para ficar mais com a cara desse novo momento que estou vivendo na minha vida. Houve também mudança de servidor, de URL e de nome, mas com a importação de muito conteúdo do espaço antigo. E houve algumas coisas interessantes no caminho, e que mudaram completamente meu foco…

Por exemplo: Neste exato momento escrevo o post com o laptop no colo e sentada na cama do meu quarto. Seria como outro dia qualquer, não fosse o fato de que, ao meu redor, estão inúmeras peças do armário que um dia guardou nossas roupas, sapatos, acessórios e outras miscelâneas. Eles serão recolhidos mais tarde, quando a pessoa que o comprou vier buscar. Sim, para quem ainda não entendeu: eu estou de mudança!

Lá atrás, em 2010 ou 2011, eu escrevi sobre tirar um período sabático e, nesse mês, tudo com o qual eu sempre sonhei, está acontecendo. Vendi (praticamente) tudo que eu tenho, vou me desfazer da casa e, dentro de alguns dias eu parto para uma das muitas aventuras que esse período reserva. Um período que nem data certa tem para acabar, mas, eu te garanto: será cheio de aventuras, desafios e aprendizados!

Aliás, a oportunidade de tirar esse Sabático casou com o fato de que eu fui aprovada no processo seletivo para trabalhar com a organização Médicos Sem Fronteiras. Recebi o sim em Dezembro, dei meu aviso no hospital e, desde então estou me preparando para a primeira missão – inclusive, participando de uma série de treinamentos com eles no mês de Fevereiro, tanto em Oslo, com a equipe local do MSF, quanto em Bruxelas, onde está uma das sedes da organização.

Enfim, bem vindos de volta, a quem sempre esteve por aqui – e desculpe o sumiço. Quem é novo, chegue mais e fique a vontade. Tô com muita coisa legal para dividir com vocês e tem muito assunto bacana para colocar em dia!

OBS: OS POSTS ANTIGOS DO BLOG ENTRARÃO AOS POUCOS E ESTARÃO, EM BREVE, DISPONÍVEIS AQUI NAS DATAS ORIGINAIS!

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The Americans

Há alguns meses atrás eu li uma reportagem no The Guardian sobre um casal canadense que residia nos Estados Unidos e, aparentemente, formavam a típica família de propaganda de margarina: uma casa de classe média, um casamento feliz e dois filhos adolescentes que viviam seus dias sem saber que, na verdade, seus pais eram espiões russos da KGB infiltrados no país norte americano para coletar informações locais e executarem ordens que vinham lá do outro lado do mundo.

Parece coisa de ficção né? Tanto que inspirou uma aclamada série de televisão que há algum tempo faz sucesso nos EUA, mas que eu só descobri quando li este artigo. Em The Americans nós acompanhamos o dia a dia de Elizabeth e Philip Jennings, um casal que trabalha junto na pequena empresa de viagens da família e leva uma rotina aparentemente normal com Paige e Henry, seus filhos. Porém, eles não são de fato americanos, mas sim espiões Russos treinados desde cedo a viver uma vida criada para servir apenas como disfarce do que eles realmente são.

A série se passa no início dos anos 80, em tempo de Guerra Fria e mensagens em código. É impressionante o tipo de inteligência que essas pessoas tinham naqueles dias, afinal, a tecnologia não era tão desenvolvida, e era necessário muito mais do que super câmeras e alguns microfones para ter acesso à informações. Além disso, nos episódios conseguimos perceber as inúmeras facetas e todas as situações que um espião deve se sujeitar para que uma missão seja cumprida. Fascinante e desconcertante ao mesmo tempo.

Eu acho que o que mais me atrai na série é justamente isso: a realidade de como as coisas se davam naqueles tempos – e até hoje, se pensarmos que a espionagem acontece ainda nos dias atuais, porém, com um pouco mais de tecnologia. Essa fidelidade é possível graças ao fato de que o criador da série vem de dentro desse mundo: Joe Weisberg é um ex-agente do FBI e entende, como ninguém, o submundo da espionagem.

Contudo, ele afirma que, no final das contas, a série tem como trama principal o casamento deste jovem casal – e as relações humanas entre nós, indivíduos. Que o cenário internacional é apenas um detalhe na vida deles dois. Eu não sei bem se concordo. Sim, o casal é mais que interessante, mas toda essa trama que envolve o submundo da KGB certamente é o que me deixou mais que viciada. Tô até pensando em dar um pulinho na Rússia…

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