Ett Glass e o Melhor Hamburguer Que Eu Já Comi Na Vida

Eu confesso que ando bem viciada em comer hamburguers por aí. E isso é algo novo para mim, pois, mesmo que nos tempos de faculdade eu não dispensasse um Cheddar McMelt com as amigas, sanduíches no geral não eram algo que faziam a minha cabeça – até sermos atingidos pela modinha dos hamburguers gourmet. Não sei bem se é a carne caseira, a cebola caramelizada ou os sabores bem diferentes do que estávamos acostumados, mas eu me rendi à febre da vez e tenho experimentado muita coisa boa por aí.

Então, no meu último dia em Oslo, durante o único momento em que eu estive sozinha na cidade, aproveitei a liberdade de não precisar consultar ninguém para decidir sobre onde e o que comer, e me joguei em um bar / restaurante sobre o qual eu tinha lido alguns reviews. As promessas eras de cerveja gostosa e ambiente agradável. Mas, além disso, eu encontrei no Ett Glass o melhor hamburguer que eu já comi na vida!

Aparentemente o local é considerado um dos melhores points gays da cidade – e eu, que não trabalho com rótulos, aproveitei que estava pela região e decidi almoçar por lá. Tava até movimentado para uma manhã de inverno em um dia de semana. Pedi uma mesa, um chopp da Hansa (cervejaria Norueguesa) e fui vasculhar o menu em busca de uma sopa ou algo bem quentinho para aquecer meu corpo depois de um longo passeio ao ar livre com temperaturas abaixo de zero.

Com menu especial para o horário de almoço, que vai de 11 às 16hs, tem escolhas para todos os gostos, mas eu acabei não conseguindo ignorar as variedades de hamburguers, que não são muitas, mas são bem chamativas. Minha escolha foi o Ett Glass Superburger, composto de carne de boi, queijo, bacon, tomate, cebolas roxas, pickles e o molho caseiro do restaurante a parte. Tradicional, eu sei, mas tudo muito fresquinho e de qualidade. Já me ganhou ali. Porém, a cereja do bolo foi o acompanhamento: fritas de batata doce – minhas favoritas (e estavam ESPETACULARES!)

Não consegui comer o hamburguer todo – e foi a primeira vez que me deu PENA, de verdade. Da rua eu já seguiria para o aeroporto, caso contrário, teria pedido uma marmitinha na maior cara de pau. Terminei minha cerveja, paguei a conta e saí feliz de volta à rua fria e cheia de neve. Foi a refeição perfeita para encerrar 10 maravilhosos dias que eu havia passado na capital da Noruega. Um dia, voltarei!

Ett Glass
Karl Johans Gate, 33 (a entrada e fachada é pela rua lateral)
Oslo, Noruega
www.ettglass.no

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Minimalismo

{identifique o essencial. elimine o restante!}

Desde que entramos em 2017 eu fiz uma série de mudanças na minha vida. Hoje, 8 meses depois, tudo que eu tenho de bens materiais se resume à duas araras de roupas na casa dos meus pais, alguns pares de sapatos, duas gavetas de um criado mudo com documentos e coisas pessoais, além de umas caixinhas com objetos de grande valor sentimental que eu pretendo carregar para a minha futura casa quando eu finalmente cansar do meu período sabático. E, para ser honesta, há muito eu não me sentia tão feliz!

Desapegar, primeiramente, foi por questão de necessidade. Por conta do novo trabalho, desfiz de praticamente de tudo que eu tinha em casa, desde móveis, até pratos e eletrodomésticos. Alguns eu vendi, alguns eu doei, alguns presenteei à amigos, familiares ou instituições que eu sabia que precisavam. No final, me vi em uma casa vazia, mas com o coração transbordando de felicidade. Eu me senti mais leve, pois sabia que estava abrindo mão do material para sair em busca de um sonho que há muitos anos eu cultivava.

Aos poucos eu percebi que esse estilo de vida minimalista, onde a gente mantém, não o mínimo, mas o essencial, estava me fazendo muito bem, e assim eu fiz novas “limpezas” na minha vida: doei/vendi cerca de 70% das minhas roupas, fiz um grande bazar dos meus livros, passei para minha irmã e minha mãe quase todas as minhas maquiagens (inclusive uma base fechada da MAC!), dei uma geral nos meus acessórios, e joguei fora tudo que estava no meu armário e que não tinha mais condições, nem mesmo, de ser doado.

A tal “limpeza” também aconteceu em outras esferas. Hoje eu dedico meus dias à atividades da “vida real”. Ainda que eu continue amando as redes sociais, me impus um limite de tempo a ser gasto nelas. Mantive somente as redes que mais me interessam, e também parei de seguir pessoas por “obrigação”. Resolvi também estar mais presente e deixar meu celular de lado quando saio com amigos, estou com a família ou faço uma viagem. E, ainda que role uma foto aqui, um stories ali, 99% do tempo eu tenho estado aproveitando o aqui e agora.

Acho que, atualmente, o minimalismo é um movimento que vem ganhando muita força. Eu ainda estou tentando entender bem o porque, mas acho que tem muito a ver com o fato de que a nossa geração está em uma busca incansável pela verdadeira felicidade. Não sei. O que eu sei é que resolvi escrever este post porque, quando eu acabei mais uma organização que fiz neste último sábado, e me dei um tempinho para fuçar as redes sociais, vi um snap da Thaís contando que estava fazendo uma limpa inspirada na Marie Kondo, rainha dos praticantes deste estilo de vida. Depois eu falo mais sobre ela e, claro, sobre minimalismo. O assunto ainda vai render muito aqui no blog!

fonte da imagem: pantone

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O Mês de Julho

Julho chegou e foi embora enquanto eu continuo aqui, tentando passar o tempo e curtindo a família, já que a burocracia que envolve toda a papelada para minha primeira missão está demorando um pouco mais do que o esperado. E, ainda que eu esteja muito frustrada com todo esse atraso, tô tentando enxergar a situação como “copo meio cheio” e aproveitando tudo de melhor que o primeiro mês do segundo semestre do ano tem a oferecer.

Passei quase todos os 31 dias em Minas, parte na casa de uma tia, que ainda mora na minha cidade natal, Governador Valadares, e parte em uma cidadezinha de interior chamada Itambacuri, que está localizada há cerca de 1:30hs de GV e onde eu tenho uma tia-avó, um tio-avô, primas, primos e, até mesmo, um círculo de amizade que vem desde os meus tempos de adolescente. Os meus “julhos”, há cerca de 15 anos atrás, eram sempre muito movimentados e envolviam muitas idas e vindas entre essas duas cidades.

A primeira parada se deu por conta de uma festa tradicionalíssima que acontece no leste de Minas: a Expoagro GV – uma das maiores exposições agropecuárias do país. Eu, meus irmãos, meus pais e, até mesmo, meus avós, crescemos frequentando essa festa todos os anos, mas com a idade adulta, os compromissos de trabalho e a distância, eu nunca mais havia conseguido ir. Então, esse ano, minha irmã (que também está em um sabático) e eu conseguimos não só ir para Minas durante a festa, como também curtir vários dias de shows e rodeios incríveis.

De lá nós seguimos para a Festa de Agosto, que leva essa nome, mesmo iniciando em Julho, porque é finalizada sempre no dia 2 deste mês – data em que é comemorado o dia de Nossa Senhora dos Anjos, padroeira da pequena Itambacuri – cidade onde a festa em sua homenagem acontece. Além de muitos shows durante cerca de 10 dias, há uma novena que dura o mesmo período, várias missas diárias e uma grande procissão no último dia da celebração, trazendo gente de todo o país ao maravilhoso santuário localizado na mais alta colina da cidade.

Além dos dois grandes eventos, ainda deu para reencontrar amigos de infância, visitar muitos familiares, curtir esse cantinho do país pelo qual eu sou apaixonada e, por sorte, também pude estar presente na festinha de 2 aninhos do filho de uma das minhas primas mais chegadas, na qual eu fui a responsável por todos os docinhos, que estavam maravilhosos – modéstia a parte!

Foram dias ótimos de descanso e relaxamento, com gente que eu amo e faz parte da minha história. Me desliguei (vide o abandono do blog e do Instagram) completamente da vida virtual. Ri muito, coloquei o papo em dia, comi muitas delícias e tomei alguns drinks a mais do que deveria. Mas também recarreguei as baterias para os desafios que meu novo trabalho certamente irá trazer. Agora, já estou pronta para partir. Só falta a burocracia finalmente deixar, né?!

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