30 Horas no Rio

Em dezembro eu fiz uma verdadeira maratona entre ônibus noturno, vôos e grandes períodos de espera para passar, exatamente, 30 horas na cidade maravilhosa. Foi uma viagem relacionada a um projeto que estou trabalhando, mas, ainda assim, pude curtir um pouquinho o lado turístico que envolve uma ida ao Rio de janeiro.

Cheguei na cidade pelo Santos Dumont e usei o combo VLT + Metrô para me deslocar até onde eu iria me hospedar. Como eu já tenho o RioCard, só recarreguei com um valor que daria para o que eu precisaria durante estes quase dois dias por lá e, com menos de 10 minutos de viagem, eu chegava ao Catete – bairro onde eu passaria a noite.

Meu plano era ficar próximo do meu compromisso mas, ainda assim, numa área legal. Portanto, minha escolha de hospedagem, o Art Hostel, não poderia ser mais perfeito: fica a alguns passos do metrô, a meio quarteirão do museu da independência e dava para ir andando até o local onde eu deveria estar no dia seguinte. E custou uma bagatela!

Deixei minha mala no locker e, enquanto meu quarto não estava liberado, aproveitei para fazer um tour no Palácio do Catete. Minha irmã, uma apaixonada por Getúlio, já havia visitado e, inclusive, perdeu o voo pois ficou hipnotizada com a beleza do local e se esqueceu de conferir as horas. Nem preciso dizer que ela já cansou de me recomendar a visita. Eu tentei visitá-lo em outra viagem, mas estava fechado por algum motivo. Dessa vez, sendo uma quarta-feira, eu não só achei o museu aberto, como é um dia em que a entrada é gratuita.

Depois de um tour – devidamente registrado no snapchat (me adiciona: nathaliadepolo), foi a vez de fazer uma boquinha. Eu comi um sanduiche no Subway e corri para o hostel onde fiz meu check-in e dormi toda a tarde para tirar o atraso de uma noite inteira viajando. No final do dia, busquei no google opções de restaurantes na região e escolhi experimentar o Fat Choi: o único estabelecimento de comida típica de Macau no Brasil.

Eu nunca fui a Macau e nem fazia ideia de qual tipo de comida eu iria encontrar, mas como amo experimentar novos sabores, não resisti. Chegando lá e depois de uma analisada rápida no cardápio, vi que eles oferecem alguns pratos típicos de outras culturas orientais e mais comuns para nós, aqui no Brasil, como frango xadrez e rolinho primavera. Eu estava decidida a pegar leve – não queria nenhum contratempo no dia seguinte. Porém, ao me deparar com um Chicken Curry no menu, acabei optando pelo prato tipcamente indiano. Mesmo com o risco do excesso de pimenta, não resisti!

Chegando no meu quarto eu me deparei com uma nova companheiro: uma argentina que visitava o Rio pela primeira vez e que passaria a noite lá no Art para, no dia seguinte, encontrar com as amigas que já estavam na cidade explorando. Mas tarde chegou nossa terceira companheira de quarto, outra brasileira. E assim ficamos – as três em um quarto para seis garotas. Nada mal!

Acordei cedo no dia seguinte para me preparar para o compromisso. Tomei um café da manhã reforçado, fechei minha bolsa, fiz check out e fui de mala e cuia para a reunião. Aproveitei a pausa do almoço para experimentar uma lanchonete de produtos naturais que tem por ali e, lá pelas 14:00hs eu já estava liberada e a caminho do aeroporto para iniciar a saga que foi voltar para casa. Desembarquei em Montanha às 4 da manhã e ainda pude tirar uma soneca antes de começar a sexta de trabalho.

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