Por Onde Eu Estava…

Vocês repararam que eu dei uma pausa na programação de posts sobre o #PocandoNoES e sumi quase por um mês daqui do blog. Mas, garanto que foi por um excelente motivo: minha irmã e eu partimos em uma viagem espontânea por Foz do Iguaçu, no Brasil, Assunção, no Paraguai, e o belíssimo norte Argentino – que foi a grande estrela desse mochilão.

A viagem não poderia ter vindo em um momento mais propício: já estou oficialmente fora do hospital que eu trabalhava, sem uma casa para chamar de minha, e com o pouco que (agora) eu tenho, empacotado em cerca de 10 caixas. A sensação de leveza e liberdade me levou a comprar as passagens para Foz e fazer a viagem sem planejamento algum – apenas com a certeza de que eu queria passar pela cidade de Salta.

Vivemos dias incríveis, onde fizemos novos amigos, experimentamos diversas comidas, nos emocionamos com paisagens dramáticas, dançamos ritmos diferentes, passamos frio, dormimos às 5 da manhã… Foram momentos mágicos onde, tanto eu, quanto minha irmã, recuperamos as energias para as novas aventuras que nossas vidas irão nos proporcionar ainda esse ano.

Estou aqui agora, sentada na cozinha da minha mãe, escrevendo este post enquanto a máquina de lavar limpa todas as minhas roupas das areias de um deserto que trouxe para minha vida muito mais que simples lembranças. Essa vai ser uma viagem que vou levar comigo para sempre. E claro, aos poucos, vou dividir aqui tudo com vocês!

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Médicos Sem Fronteiras

Como eu contei no post anterior, há algum tempo atrás eu tomei a decisão de tirar um sabático do meu cotidiano. Eu usaria este período para viajar, cursar um mestrado, aprender uma nova língua ou fazer algum trabalho voluntário. Algo muito mais relacionado com meu “eu” e a minha essência, do que com as funções e obrigações que a sociedade espera de mim.

Dentre as muitas pesquisas que eu fiz me preparando para este período, acabei esbarrando com a ideia de juntar minha profissão com algo muito maior que eu, como uma organização humanitária, onde eu poderia utilizar meus conhecimentos para levar saúde àqueles que não tem acesso a ela. E, depois de muita pesquisa e um intenso processo seletivo, em 16 de Dezembro de 2016 eu recebi a notícia de que faço parte, oficialmente, da maravilhosa equipe do Médicos Sem Fronteiras.

Nem ainda parti para minha primeira missão e já tenho certeza de que 2017 será um ano como nenhum outro na minha vida. Vai ser um período de crescimento, não só profissional, como também pessoal. Uma chance de viver o tipo de experiência que nos muda… Que cria uma bagagem na nossa alma, a qual levarei para sempre comigo.

Ainda sou nova na organização e estou começando a entender sobre o trabalho e tudo que envolve uma missão. Participei já de duas viagens e três treinamentos com eles – ocasiões onde conheci alguns colegas de trabalho e gente que sei que estará na minha vida para sempre.

Sei que tem muita gente que tem curiosidade de saber como é o trabalho (e a vida) dentro do Médicos Sem Fronteiras e eu prometo contar um pouquinho do que for possível. Aliás, os expatriados escrevem diários que são postados na página oficial da organização para que, aqueles que tem curiosidade em saber como é o dia a dia em campo, possam acompanhar. Eu já pedi para contribuir com tudo que eu conseguir documentar dessa experiência – e pode deixar que eu aviso aqui para vocês.

Me mandem energias positivas. Mal posso esperar para embarcar!

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