1984

Meu primeiro livro da Rory Gilmore Bucket List foi o aclamado 1984, do indiano/britânico Eric Arthur Blair, mais conhecido pelo pseudônimo George Orwell. Ele, que é considerado como um dos maiores cronistas do século XX, encabeça a lista dos autores mais vendidos da época. E ainda que não tenha rolado muito planejamento, eu acabei escolhendo-o por ser o primeiro na lista, sem perceber que ele é o tipo de livro ideal para lermos durante esse momento negro que estamos vivendo, tanto na política brasileira, quanto no cenário mundial.

O livro se passa em uma era “pós-revolução”, onde o mundo é dividido em 3 grandes territórios. O principal deles, e onde toda a história acontece, é a Oceania, que é composta pelo continente Americano, as ilhas Britânicas, a Islândia, o sul do continente Africano (abaixo do rio do Congo), a Austrália e a Nova Zelândia. Os demais “países” são a Eurásia, composta pelos países da antiga União Soviética e da Europa Continental; e a Lestásia, formada por países da Ásia e alguns arquipélagos do pacífico.

Controlado pela figura do Big Brother, ou Grande Irmão em português, a Oceania vive sobre o lema de três frases super simples, mas de amplo significado: “Guerra é Paz | Liberdade é Escravidão | Ignorância é Força”. São somente algumas palavras, mas seu poder é inexplicável. Ela atormenta a mente, não só dos personagens fictícios que vivem sob esse lema, como também a nossa, leitores, que estamos passando atualmente por um momento de extrema direita e pensamentos radicais. Confesso que durante toda a leitura esse discurso me incomodou profundamente.

Lógico que isso só faz sentido dentro do contexto da história, que é contada aos olhos Winston Smith, um funcionário do governo da Oceania que trabalha como uma espécie de escritor. Em seu cargo ele é responsável por reescrever a história de forma que todo o material físico disponível à população beneficie o Grande Irmão. Por exemplo: se foi divulgado que não haveria cortes no fornecimento do arroz e, no fim das contas, ocorre um racionamento, Winston é uma das pessoas responsáveis por reescrever a primeira notícia, além de destruir todas as provas que aquilo, de fato, não foi o que estava sendo veiculado anteriormente.

E assim é o dia a dia do seu trabalho, reescrevendo livros, matérias em jornais, publicações em revistas… Até que, certo dia, ele começa a imaginar se todos os horrores vividos pela população no período pré revolução, de fato, é verdade. Ou se tudo foi apenas uma invenção do suposto Grande Irmão para controlar a Oceania e seu povo, mantendo-os no escuro e sob sua política.

Na atual era Trump que, em tempos de globalização, não só os Estados Unidos está vivendo, mas todo o mundo (vide Brexit), jornais e revistas estão trazendo de volta o boom que foi este livro quando lançado. O New York Times declarou que 1984 é daqueles livros que você “tem que ler” em 2017, e agora estreou na Broadway uma adaptação da história para os palcos. Ela já esteve em cartaz em Londres anteriormente, mas a era atual reviveu o espetáculo, que ficará em cartaz na cidade de Nova York até meados de 2018.

Quem tiver a oportunidade, não só deve ler o livro, como assistir a peça. E depois me contem o que acharam!

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Mal-Entendido em Moscou: Meu Primeiro Simone de Beauvoir

Você pode nunca ter lido um livro da escritora francesa Simone de Beauvoir, mas se tem um mínimo de interesse por literatura, sabe que ela é um dos principais nomes do feminismo neste mundo das escritas. E foi devido ao fato de eu me inspirar em sua história, que acabei comprando sem muita pesquisa o livro que seria o último de sua carreira: Mal-Entendido em Moscou.

Nascida em Paris no início do século XX, Simone é retratada como escritora, intelectual, filosofa existencialista, ativista política, feminista e teórica social francesa. Filha de um casal da aristocracia, pertencia ao crème de la crème de Paris: foi educada em um colégio particular católico, cursou matemática no Instituto Católico de Paris, literatura e línguas no Sainte-Marie de Neuilly, e filosofia na Sorbonne: um dos grandes centros da intelectualidade européia.

Foi durante seus anos estudando filosofia que conheceu alguns nomes importantes da época dentro deste campo, como Maurice Merleau-Ponty, René Maheu e Jean-Paul Sartre – com quem viveu um relacionamento aberto até o fim de sua vida. Aliás, este foi um dos muitos estigmas quebrados por Simone, que caminhou contra tudo o que se esperava de uma “moça de boa família”, não aceitando a condição das tradições da época para meninas de sua classe social, onde a vida era composta de casamentos arranjados e formação de esposas exemplares.

E acredito eu que foi exatamente a liberdade de viver seu relacionamento da forma como achava melhor, e tendo poder de pensamento e discussão dentro da vida a dois, o que inspirou Simone a escrever Mal-Entendido em Moscou: uma obra que retrata a profundidade das questões que surgem entre um casal, uma vez que homem e mulher agem e reagem à situações cotidianas de maneira completamente distintas.

Na narrativa acompanhamos André e Nicole: um casal de professores universitários já aposentados que viajam até a antiga União Soviética para visitar Macha, filha do primeiro casamento de André. É a segunda vez do casal em Moscou e eles são ciceronizados na cidade pela jovem, que desperta em ambos pensamentos profundos sobre diversos temas que envolvem suas vidas, como o envelhecimento, o relacionamento e as expectativas políticas para a época.

Baseado em uma viagem que a própria Simone fez com Jean-Paul à União Soviética, o livro, que foi publicado em 92, seis anos após a morte da autora, explora não só a dualidade da vida a dois, como também o fato de que a forma de pensar de cada um dos indivíduos dentro desse relacionamento, assim como o fator que os guia (razão/emoção), pode influenciar de maneira profunda os caminhos que um casal irá tomar.

Um livro pequeno, mas com conteúdo tão rico. Aliás, esse foi meu livro de cabeceira durante todo o meu mochilão pelo Paraguai e o norte da Argentina, e posso dizer que me iniciei em Simone de Beauvoir com o pé direito. Não teria tido companhia melhor para esses 30 dias. Agora dois dos seus principais livros estão na fila para serem lidos, pois ambos estão dentro da lista do Rory Gilmore Bucket List: “Memórias de Uma Moça Bem Comportada” e “O Segundo Sexo”. Alguém por aí já leu algum deles?

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Galeria Nacional da Noruega e O Grito de Munch

Noruega, para nós viajantes, é sinônimo de várias coisas: frio, esqui, olimpíadas de inverno, qualidade de vida, aurora boreal, transporte público eficiente, segurança, dentre tantas outras coisas que o país tem a oferecer. Porém, para mim, Noruega sempre lembra arte, afinal, Oslo não só foi retratada em uma das mais importantes séries de pinturas do mundo, como também é o lar de três dos quatro quadros que compõem uma das obras de arte mais caras da atualidade: O Grito.

A primeira das quatro telas e, provavelmente, a mais visitada delas, está localizada no Museu Nacional de Arte, Arquitetura e Design, em Oslo – conhecido popularmente como Galeria Nacional. É, certamente, o mais importante museu do país e abriga, além da obra prima de Edvard Munch, tantos outros tesouros dos mundo das artes. Lá foi a minha primeira parada assim que coloquei os pés na Escandinávia e, exatamente por isso, escolhi falar sobre o museu durante a edição deste ano da #MuseumWeek: uma semana dedicada às artes, onde os blogueiros da RBBV se juntam para escrever sobre museus dos quatro cantos do mundo.

Fundado em 1837, o Museu Nacional abriga hoje a maior coleção pública da Noruega, resultado de uma fusão que ocorreu em 2003, onde foram reunidos os acervos do Museu Nacional de Arquitetura, do Museu Nacional de Artes Decorativas e Design (encerrado em 2016), do Museum Nacional de Arte Contemporânea, da Galeria Nacional da Noruega, e das Exposições de Itinerância Nacional. Cada “parte” do museu funciona em um prédio específico, então, já que eu teria pouco tempo livre em Oslo, foquei na Galeria Nacional, onde está O Grito e outras obras que eu tinha mais interesse em conhecer.

{Winter Night In The Mountains – Harald Sohlberg}

Com um acervo que mistura arte clássica e moderna, a Galeria tem como foco pinturas e esculturas do século XIX, além de um extenso números de peças assinadas por artistas noruegueses. Inclusive, meu favorito de toda a coleção, foi a maravilhosa tela “Winter Night In The Mountains“, do Harald Sohlberg: um pintor Neo-Romântico nascido em Oslo e famoso por retratar paisagens típicas do seu país.

Mas, mesmo amando esse artista que, até então, era desconhecido por mim, não posso deixar de confessar que a obra prima de Munch foi quem me levou até o museu – e, realmente, é emocionante ver de perto e com os próprios olhos uma tela que você estudou e admirou por tantos anos. Inspirada na vida do próprio artista, O Grito exprime um conflito intenso que ele vivia dentro de si, após ter passado por tantas experiências perturbadoras, como a criação extremamente controladora e o fato dele ter testemunhado a morte da mãe e de uma das irmãs quando ainda era uma criança.

A figura andrógena, retratada na doca do Oslofjord, está claramente vivendo um momento de desespero existencial e seu grito é a porta de saída para tudo aquilo que ela internalizou ao longo dos anos. A perturbação da alma deste ser é tão intensa, que até mesmo seus arredores são afetados – o que é mostrado pelas linhas curvas que compõem toda a pintura, como uma espécie de vibração causada pelo grito daquela figura. A obra foi considerada macabra para a época e, quando exposta pela primeira vez, em 1903, um dos críticos chegou a aconselhar mulheres grávidas a evitarem se “expor” a tela.

{O Grito – Edvard Munch}

No entanto, a reação do público foi completamente contrária ao esperado, e o quadro logo virou a sensação da época. Seu nome original era “O Desespero“, mas foi renomeado após a mídia apelidá-lo de “O Grito”. As quatro versões existentes ocorreram pois Munch pintou mais três telas para substituir as cópias que vendia. A da Galeria Nacional é a original, de 1893. A segunda era exibida pelo Museu Munch até 2004, quando foi roubada. Em 2006 foi recuperada pela polícia Norueguesa, porém com danos irreparáveis. O mesmo museu é dono da terceira versão da pintura. E, a quarta foi a responsável por dar à tela o título de mais cara do mundo, após ter sido arrematada por um comprador particular durante um leilão da Sotheby’s por 119,9 milhões de dólares.

Mas não somente da sua estrela principal vive a Galeria Nacional, e o acervo do museu conta ainda com diversas obras icônicas que transformam a visita, já tão maravilhosa, em ainda mais especial. Eu fui focada no O Grito e não conhecia muito da história do museu, então foi uma belíssima surpresa encontrar por lá tantas outras obras que eu já tinha uma familiaridade, como Etretat No Chuva, do Monet; Natureza Morta, do Cézanne; e, óbvio, algumas outras telas do Munch – especialmente As Quatro Garotas em Uma Ponte, que é lindíssima!

{Modigliani e Picasso}

Galeria Nacional
Universitetsgata 13
Oslo – Noruega
Funcionamento:
– Segundas: fechado
– Terças, Quartas e Sextas: 10-18hs
– Quintas: 10-19hs
– Sábados e Domingos: 11-17hs
www.nasjonalmuseet.no

 #MuseumWeek
conheça outros blogs e leia sobre diversos museus
participantes da nossa blogagem coletiva
:

Trilhas e Cantos: Museu Casa dos Contos (Ouro Preto, Brasil)
Tá indo pra onde?: Museus e Experiências Além do Básico em Barcelona (Barcelona, Espanha)
Mariana Viaja: National Gallery of Art (Washington, EUA)
Turistando.in: Visitando o Museu de História da Arte de Viena (Viena, Áustria)
Vamos Por Aí: Meus Museus Favoritos
Viajar Correndo: Museu Light da Energia (Rio de Janeiro, Brasil)
Guia do Nômade Digital: Galeria 11/07/95: Galeria Sobre o Genocídio (Sarajevo, Bósnia e Herzegovina)
Uma Viagem Diferente: 4 Museus Imperdíveis em Florença (Florença, Itália)
Quase Nômade: Museu Iberê Camargo (Porto Alegre, Brasil)
Gastando Sola Mundo Afora: Museu de Arte Precolombino de Cuzco (Cuzco, Peru)
Passeios na Toscana: Florença do Alto: As Torres Abertas a Visitação (Florença, Itália)
Cantinho da Ná: Museu do Futebol em São Paulo: Paixão, História e Entretenimento (São Paulo, Brasil)
Destino Compartilhado: Museu Lasar Segall (São Paulo, Brasil)
Entre Polos: Museu Nacional do Hermitage (São Petesburgo, Rússia)
Do RS Para o Mundo: Centro Português de Fotografia (Porto, Portugal)
Mulher Casada Viaja: Exploratorium (São Francisco, EUA)
TurMundial: Museu do Picasso em Málaga, Barcelona e Antibes (Espanha)
Farrabadares: Memorial São Nikolai (Hamburgo, Alemanha)
Itinerário de Viagem: MET Museum (Nova York, EUA)
Viajar Hei: Museu Imperial (Petrópolis, Brasil)
Sol de Barcelona: Museu Olímpico e do Esporte (Barcelona, Espanha)
Família Viagem: Children’s Museum os Houston (Houston, EUA)
Viaje na Web: American Museum of Natural History (Nova York, EUA)
Aquele Lugar: Museus do Vaticano (Roma, Itália)
Viagem LadoB: Ilha dos Museus (Berlim, Alemanha)
Viajento: Museu Santuários Andinos (Arequipa, Peru)
Mel a Mil Pelo Mundo: Museu de Ciências Naturais (Madrid, Espanha)
Caixa de Viagens: Museu Charlie Chaplin: o Chaplin’s World (Vevey, Suíça)
Let’s Fly Away: Museu Botero (Bogotá, Colômbia)
Viajo com Filhos: Nemo Science Museum (Amsterdam, Holanda)
Sonhando em Viajar: Catetinho (Brasília, Brasil)
Viajoteca: Batik na Indonésia: Museu Têxtil (Jakarta, Indonésia)
Mochileza: Museu do Automóvel (Turim, Itália)
Comendo Chucrute e Salsicha: Museu de Arte Latino Americana (Buenos Aires, Argentina)
1001 Dicas de Viagem: Museu Histórico de Berna (Berna, Suíça)
Estrangeira: 8 Museus Imperdíveis em Barcelona (Barcelona, Espanha)
Devaneios da Biela: Museu Nacional da Finlândia (Helsinque, Finlândia)
ILoveTrip: Top 7 Museus em Brasília Que Você Precisa Conhecer (Brasília, Brasil)
Me Deixa Ser Turista: Conheça o Museu da Revolução em Havana (Havana, Cuba)
A Fragata Surprise: Museus de Florença – Guia de Sobrevivência (Florença, Itália)
Direto de Paris: Os Museus de Troyes (Troyes, França)
A Vida é Como Um Livro: Galeria Nacional da Noruega e O Grito de Munch (Oslo, Noruega)
Dedo no Mapa: Museu Paranaense (Curitiba, Brasil)
Ligado em Viagem: Beco do Batman é Museu de Grafite e Arte de Rua em São Paulo (São Paulo, Brasil)
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Rory Gilmore Bucket List

A leitura sempre esteve presente na minha vida e, confesso, que o estilo literário mudou muito ao longo dos anos. Tenho fases: romance, suspense, ficção, auto-ajuda… Já passei por todas. E, dia desses, ajudando minha mãe a se livrar de algumas coisas antigas, encontramos meu primeiro livro: um didático, mostrando como são diferentes os objetos vistos de perto e de longe. Ele já tá tão acabadinho, coitado, mas eu ainda me recordo o quanto era apaixonada por ele.

Aliás, esse livro foi presente de uma professora do jardim de infância. Ela, no natal, comprou um livro para cada aluno. Acredito eu, que com isso, ela acabou se tornando a pessoa que instigou em mim a paixão por livros. As vezes, em algum outro coleguinha da minha turma também, nunca saberei. E, ao contrário da turma que lê muito, eu não tive pais que incentivaram com exemplos ou comprando livros por livre e espontânea vontade. Essa professora foi o pontapé inicial.

Daí foi um caminho sem volta: eu vivia na biblioteca do colégio lendo todos os livros do Pedro Bandeira e a Coleção Vaga-lume de cabo a rabo. Quando o catálogo da escola ficou pequeno demais para mim, me lembro de ter feito um cartão na biblioteca municipal da cidade. Eu visitava o local religiosamente toda semana, até que aquela seleção também passou a não dar mais conta do meu hábito.

E aí eu comecei a pedir livros em casa e, ainda que ambos os meus pais não sejam grandes leitores, eles nunca questionaram quando eu pedia um livro novo e sempre deram valor ao fato de que a filha saiu diferente deles. Hoje, tanto eu, quanto minha irmã, passamos alguns apertos vez ou outra por falta de espaço em casa para guardar nossos pequenos tesouros. É um amor inexplicável.

E, como eu já disse que tenho isso de fases, nessa minha atual, ando focando em livros clássicos da literatura brasileira e estrangeira. Porém, eu não sabia por onde começar, porque os grandes livros daqui da nossa terrinha eu conheço: ou li no colégio ou sou familiar com a obra, então é mais fácil para listar/comprar. Mas e os clássicos estrangeiros?

Até que minha irmã me enviou uma lista bem legal: todos os livros que a Rory “leu” ou citou durante todos os episódios da série Gilmore Girls. Quem é fã ou assistiu sabe que ela era uma leitora voraz e tinha uma repertório de livros muito bom, então eu resolvi que esse será o meu guia para minhas leituras de livros estrangeiros – e vou deixar aqui para quem animar participar desse “desafio” também!

OS 340 LIVROS DE RORY GILMORE

1. 1984 – George Orwell
2. As Aventuras de Huckleberry Finn – Mark Twain (ESTOU LENDO)
3. Alice no País das Maravilhas – Lewis Carroll
4. As Incríveis Aventuras de Kavalier & Clay – Michael Chabon
5. Uma Tragédia Americana – Theodore Dreiser
6. As Cinzas de Ângela – Frank McCourt
7. Anna Karenina – Leon Tolstoy
8. O Diário de Anne Frank – Anne Frank
9. The Archidamian War – Donald Kagan
10. A Arte da Ficção – Henry James
11. A Arte da Guerra – Sun Tzu
12. Enquanto Agonizo – William Faulkner
13. Reparação – Ian McEwan
14. Autobiography of a Face – Lucy Grealy
15. The Awakening – Kate Chopin
16. Babe – Dick King-Smith
17. Backlash: The Undeclared War Against American Women – Susan Faludi
18. Balzac e a Costureirinha Chinesa – Dai Sijie
19. Bel Canto – Ann Patchett
20. A Redoma de Vidro – Sylvia Plath
21. Amada – Toni Morrison
22. Beowulf: A New Verse Translation – Seamus Heaney
23. Bagavadguitá
24. Os Irmãos Bielski – Peter Duffy
25. Bitch in Praise of Difficult Women – Elizabeth Wurtzel
26. A Bolt from the Blue and Other Essays – Mary McCarthy
27. Admirável Mundo Novo – Aldous Huxley
28. Um Lugar Chamado Brick Lane – Monica Ali
29. Brigadoon – Alan Jay Lerner
30. Cândido – Voltaire
31. Os Cantos de Cantuária – Chaucer
32. Carrie, A Estranha – Stephen King
33. Ardil 22 – Joseph Heller
34. O Apanhador no Campo de Centeio – J. D. Salinger
35. A Teia de Charlotte – E. B. White
36. The Children’s Hour – Lillian Hellman
37. Christine – Stephen King
38. Um Conto de Natal – Charles Dickens
39. Laranja Mecânica – Anthony Burgess
40. The Code of the Woosters – P.G. Wodehouse
41. The Collected Stories – Eudora Welty
42. A Comédia dos Erros – William Shakespeare
43. Complete Novels – Dawn Powell
44. The Complete Poems – Anne Sexton
45. Complete Stories – Dorothy Parker
46. Uma Confraria de Tolos – John Kennedy Toole
47. O Conde de Monte Cristo – Alexandre Dumas
48. A Vingança de Bette – Honoré de Balzac
49. Crime e Castigo – Fiodor Dostoievski
50. Pétala Escarlate, Flor Branca – Michel Faber
51. As Bruxas de Salém – Arthur Miller
52. Cão Raivoso – Stephen King
53. O Estranho Caso do Cão Morto – Mark Haddon
54. Filha da Fortuna – Isabel Allende
55. David e Lisa – Dr Theodore Issac Rubin M.D
56. David Copperfield – Charles Dickens
57. O Código da Vinci – Dan Brown
58. Almas Mortas – Nikolai Gogol
59. Os Demônios – Fiodor Dostoievski
60. A Morte de Um Caixeiro-Viajante – Arthur Miller
61. Deenie – Judy Blume
62. The Devil in the White City: Murder, Magic, and Madness at the Fair that Changed America – Erik Larson
63. The Dirt: Confessions of the World’s Most Notorious Rock Band – Tommy Lee, Vince Neil, Mick Mars e Nikki Sixx
64. A Divina Comédia – Dante Alighieri
65. Divinos Segredos – Rebecca Wells
66. Dom Quixote de La Mancha – Miguel Cervantes
67. Conduzindo Miss Daisy – Alfred Uhry
68. O Médico e o Monstro – Robert Louis Stevenson
69. Edgar Allan Poe: Complete Tales & Poems – Edgar Allan Poe
70. Eleanor Roosevelt – Blanche Wiesen Cook
71. O Teste do Ácido do Refresco Elétrico – Tom Wolfe
72. Ella Minnow Pea: A Novel in Letters – Mark Dunn
73. Eloise – Kay Thompson
74. Emily, the Strange: Os Dias Perdidos – Roger Reger
75. Emma – Jane Austen
76. Empire Falls – Richard Russo
77. Encyclopedia Brown: Boy Detective – Donald J. Sobol
78. Ethan Frome – Edith Wharton
79. Ética – Spinoza
80. Europe through the Back Door, 2003 – Rick Steves
81. Eva Luna – Isabel Allende
82. Tudo se Ilumina – Jonathan Safran Foer
83. Extravagance – Gary Krist
84. Fahrenheit 451 – Ray Bradbury
85. Fahrenheit 9/11 – Michael Moore
86. The Fall of the Athenian Empire – Donald Kagan
87. Fat Land: How Americans Became the Fattest People in the World – Greg Critser
88. Medo e Delírio em Las Vegas – Hunter S. Thompson
89. A Sociedade do Anel – J. R. R. Tolkien
90. Um Violinista no Telhado – Joseph Stein
91. As Cinco Pessoas que Você Encontra no Céu – Mitch Albom
92. Finnegan’s Wake – James Joyce
93. Fletch Venceu – Gregory McDonald
94. Flowers for Algernon – Daniel Keyes
95. The Fortress of Solitude – Jonathan Lethem
96. A Nascente – Ayn Rand
97. Frankenstein – Mary Shelley
98. Franny e Zooey – J. D. Salinger
99. Sexta-Feira Muito Louca – Mary Rodgers
100. Galápagos – Kurt Vonnegut
101. Problemas de Gênero. Feminismo e Subversão da Identidade – Judith Butler
102. George W. Bushism: The Slate Book of the Accidental Wit and Wisdom of our 43rd President – Jacob Weisberg
103. Gidget – Frederick Kohner
104. Garota, Interrompida – Susanna Kaysen
105. Os Evangelhos Gnósticos – Elaine Pagels
106. O Poderoso Chefão: Livro 1 – Mario Puzo
107. O Deus das Pequenas Coisas – Arundhati Roy
108. Cachinhos Dourados e os Três Ursos – Alvin Granowsky
109. E o Vento Levou – Margaret Mitchell
110. O Bom Soldado – Ford Maddox Ford
111. The Gospel According to Judy Bloom – Judy Bloom
112. A Primeira Noite de um Homem – Charles Webb
113. As Vinhas da Ira – John Steinbeck
114. O Grande Gatsby – F. Scott Fitzgerald
115. Grandes Esperanças – Charles Dickens
116. O Grupo – Mary McCarthy
117. Hamlet – William Shakespeare
118. Harry Potter e o Cálice de Fogo – J. K. Rowling
119. Harry Potter e a Pedra Filosofal – J. K. Rowling
120. A Heartbreaking Work of Staggering Genius – Dave Eggers
121. O Coração das Trevas – Joseph Conrad
122. Helter Skelter: The True Story of the Manson Murders – Vincent Bugliosi e Curt Gentry
123. Henry IV, parte I – William Shakespeare
124. Henry IV, parte II – William Shakespeare
125. Henry V – William Shakespeare
126. Alta Fidelidade – Nick Hornby
127. A História do Declínio e Queda do Império Romano – Edward Gibbon
128. Holidays on Ice: Stories – David Sedaris
129. The Holy Barbarians – Lawrence Lipton
130. Casa de Areia e Névoa – Andre Dubus III
131. A Casa dos Espíritos – Isabel Allende
132. Como Respirar Debaixo D’Água – Julie Orringer
133. Como o Grinch Roubou o Natal – Dr. Seuss
134. How the Light Gets In – M. J. Hyland
135. Uivo – Allen Ginsberg
136. O Corcunda de Notre Dame – Victor Hugo
137. A Ilíada – Homero
138. Confissões de uma Groupie: I’m With the Band – Pamela des Barres
139. A Sangue Frio – Truman Capote
140. Inferno – Dante Alighieri
141. O Vento Será tua Herança – Jerome Lawrence e Robert E. Lee
142. Ironweed – William J. Kennedy
143. It Takes a Village – Hillary Rodham Clinton
144. Jane Eyre – Charlotte Bronte
145. O Clube da Sorte da Alegria – Amy Tan
146. Júlio César – William Shakespeare
147. A Célebre Rã Saltadora do Condado de Cavaleras – Mark Twain
148. A Selva – Upton Sinclair
149. Just a Couple of Days – Tony Vigorito
150. Os Últimos Dias dos Romanov – Robert Alexander
151. Cozinha Confidencial: Uma Aventura nas Entranhas da Culinária* – Anthony Bourdain
152. O Caçador de Pipas – Khaled Hosseini
153. O Amante de Lady Chatterley – D. H. Lawrence
154. The Last Empire: Essays 1992-2000 – Gore Vidal
155. Folhas de Relva – Walt Whitman
156. Lendas da Vida – Steven Pressfield
157. Menos que Zero* – Bret Easton Ellis
158. Cartas a um Jovem Poeta – Rainer Maria Rilke
159. Lies and the Lying Liars Who Tell Them – Al Franken
160. A Vida de Pi – Yann Martel
161. A Pequena Dorrit* – Charles Dickens
162. The Little Locksmith – Katharine Butler Hathaway
163. A Pequena Vendedora de Fósforos – Hans Christian Andersen
164. Mulherzinhas – Louisa May Alcott
165. Vivendo a História – Hillary Rodham Clinton
166. O Senhor das Moscas – William Golding
167. The Lottery: And Other Stories – Shirley Jackson
168. Um Olhar do Paraíso – Alice Sebold
169. Love Story: Uma História de Amor – Erich Segal
170. Macbeth – William Shakespeare
171. Madame Bovary – Gustave Flaubert
172. The Manticore – Robertson Davies
173. A Maratona da Morte – William Goldman
174. O Mestre e Margarida – Mikhail Bulgakov
175. Memórias de uma Moça Bem Comportada – Simone de Beauvoir
176. Memoirs of General W. T. Sherman – William Tecumseh Sherman
177. Eu Falar Bonito Um Dia – David Sedaris
178. The Meaning of Consuelo – Judith Ortiz Cofer
179. Mencken’s Chrestomathy – H. R. Mencken
180. As Alegres Matronas de Windsor – William Shakespeare
181. A Metamorfose – Franz Kafka
182. Middlesex – Jeffrey Eugenides
183. O Milagre de Anne Sullivan – William Gibson
184. Moby Dick – Herman Melville
185. The Mojo Collection: The Ultimate Music Companion – Jim Irvin
186. Moliere: A Biography – Hobart Chatfield Taylor
187. A Monetary History of the United States – Milton Friedman
188. Senhor Proust – Celeste Albaret
189. A Month Of Sundays: Searching For The Spirit And My Sister – Julie Mars
190. Paris é uma Festa – Ernest Hemingway
191. Mrs. Dalloway – Virginia Woolf
192. Mutiny on the Bounty – Charles Nordhoff e James Norman Hall
193. My Lai 4: A Report on the Massacre and Its Aftermath – Seymour M. Hersh
194. My Life as Author and Editor – H. R. Mencken
195. My Life in Orange: Growing Up with the Guru – Tim Guest
196. Myra Waldo’s Travel and Motoring Guide to Europe, 1978 – Myra Waldo
197. Uma Prova de Amor – Jodi Picoult
198. Os Nus e os Mortos – Norman Mailer
199. O Nome da Rosa – Umberto Eco
200. O Xará – Jhumpa Lahiri
201. The Nanny Diaries – Emma McLaughlin
202. Nervous System: Or, Losing My Mind in Literature – Jan Lars Jensen
203. New Poems of Emily Dickinson – Emily Dickinson
204. The New Way Things Work – David Macaulay
205. Miséria à Americana: vivendo de subemprego nos Estados Unidos – Barbara Ehrenreich
206. A Noite – Elie Wiesel
207. A Abadia de Northanger – Jane Austen
208. The Norton Anthology of Theory and Criticism – William E. Cain, Laurie A. Finke, Barbara E. Johnson, John P. McGowan
209. Novels 1930-1942: Dance Night/Come Back to Sorrento, Turn, Magic Wheel/Angels on Toast/A Time to be Born – Dawn Powell
210. Notas de um Velho Safado – Charles Bukowski
211. Sobre Ratos e Homens – John Steinbeck
212. Meus Dias de Escritor – Tobias Wolff
213. On the Road: Pé na Estrada – Jack Kerouac
214. Um Estranho no Ninho – Ken Kesey
215. Cem Anos de Solidão – Gabriel Garcia Marquez
216. The Opposite of Fate: Memories of a Writing Life – Amy Tan
217. A Noite do Oráculo – Paul Auster
218. Oryx e Crake – Margaret Atwood
219. Otelo – Shakespeare
220. Our Mutual Friend – Charles Dickens
221. The Outbreak of the Peloponnesian War – Donald Kagan
222. Entre Dois Amores – Isak Dinesen
223. Vidas Sem Rumo – S. E. Hinton
224. Uma Passagem para a Índia – E. M. Forster
225. The Peace of Nicias and the Sicilian Expedition – Donald Kagan
226. As Vantagens de ser Invisível – Stephen Chbosky
227. A Caldeira do Diabo – Grace Metalious
228. O Retrato de Dorian Gray – Oscar Wilde
229. Pigs at the Trough – Arianna Huffington
230. Pinóquio – Carlo Collodi
231. Mate-me Por Favor: A História Sem Censura do Punk – Legs McNeil e Gillian McCain
232. Frenesi Polissilábico – Nick Hornby
233. The Portable Dorothy Parker – Dorothy Parker
234. The Portable Nietzsche – Fredrich Nietzche
235. The Price of Loyalty: George W. Bush – the White House, and the Education of Paul O’Neill – Ron Suskind
236. Orgulho e Preconceito – Jane Austen
237. Property – Valerie Martin
238. Pushkin: A Biography – T. J. Binyon
239. Pigmaleão – George Bernard Shaw
240. Quattrocento – James Mckean
241. A Quiet Storm – Rachel Howzell Hall
242. Rapunzel – Os Irmãos Grimm
243. O Corvo – Edgar Allan Poe
244. O Fio da Navalha – W. Somerset Maugham
245. Lendo Lolita em Teerã: Memórias de uma resistência literária – Azar Nafisi
246. Rebecca – Daphne du Maurier
247. Rebecca of Sunnybrook Farm – Kate Douglas Wiggin
248. The Red Tent – Anita Diamant
249. Rescuing Patty Hearst: Memories From a Decade Gone Mad – Virginia Holman
250. O Retorno do Rei – J. R. R. Tolkien
251. R Is for Ricochet – Sue Grafton
252. Rita Hayworth (conto publicado no Brasil no livro Quatro Estações) – Stephen King
253. Robert’s Rules of Order – Henry Robert
254. Roman Holiday – Edith Wharton
255. Romeu e Julieta – William Shakespeare
256. Um Teto Todo Seu – Virginia Woolf
257. Uma Janela para o Amor – E. M. Forster
258. O Bebê de Rosemary – Ira Levin
259. The Rough Guide to Europe – 2003 Edition
260. Sacred Time – Ursula Hegi
261. Santuário – William Faulkner
262. Savage Beauty: The Life of Edna St. Vincent Millay – Nancy Milford
263. Say Goodbye to Daisy Miller – Henry James
264. The Scarecrow of Oz – Frank L. Baum
265. A Letra Escarlate – Nathaniel Hawthorne
266. Seabiscuit: Alma de Herói – Laura Hillenbrand
267. O Segundo Sexo – Simone de Beauvoir
268. A Vida Secreta das Abelhas – Sue Monk Kidd
269. Secrets of the Flesh: A Life of Colette – Judith Thurman
270. Selected Hotels of Europe
271. Selected Letters of Dawn Powell: 1913-1965 – Dawn Powell
272. Razão e Sensibilidade – Jane Austen
273. Uma Ilha de Paz – John Knowles
274. Several Biographies of Winston Churchill
275. Sexus – Henry Miller
276. A Sombra do Vento – Carlos Ruiz Zafón
277. Os Brutos Também Amam – Jack Shaefer
278. O Iluminado – Stephen King
279. Sidarta – Hermann Hesse
280. S Is for Silence – Sue Grafton
281. Matadouro 5 – Kurt Vonnegut
282. Pequena Ilha – Andrea Levy
283. As Neves do Kilimanjaro e Outros Contos – Ernest Hemingway
284. Branca de Neve e Rosa Vermelha – Os Irmãos Grimm
285. Social Origins of Dictatorship and Democracy: Lord and Peasant in the Making of the Modern World – Barrington Moore
286. The Song of Names – Norman Lebrecht
287. Song of the Simple Truth: The Complete Poems of Julia de Burgos – Julia de Burgos
288. The Song Reader – Lisa Tucker
289. 31 Canções – Nick Hornby
290. Os Sonetos – William Shakespeare
291. Sonetos Portugueses – Elizabeth Barrett Browning
292. A Escolha de Sofia – William Styron
293. O Som e a Fúria – William Faulkner
294. Fala, Memória – Vladimir Nabokov
295. Curiosidade Mórbida: a ciência e a vida secreta dos cadáveres – Mary Roach
296. História da Minha Vida – Helen Keller
297. Um Bonde Chamado Desejo – Tennessee Williams
298. Stuart Little – E. B. White
299. O Sol Também se Levanta – Ernest Hemingway
300. No Caminho de Swann – Marcel Proust
301. Swimming with Giants: My Encounters with Whales, Dolphins and Seals – Anne Collett
302. Sybil – Flora Rheta Schreiber
303. Um Conto de Duas Cidades – Charles Dickens
304. Suave é a Noite – F. Scott Fitzgerald
305. Laços de Ternura – Larry McMurtry
306. Time and Again – Jack Finney
307. A Mulher do Viajante no Tempo – Audrey Niffenegger
308. Uma Aventura na Martinica – Ernest Hemingway
309. O Sol é para Todos – Harper Lee
310. Richard III – William Shakespeare
311. Laços Humanos – Betty Smith
312. O Processo – Franz Kafka
313. The True and Outstanding Adventures of the Hunt Sisters – Elisabeth Robinson
314. Truth & Beauty: A Friendship – Ann Patchett
315. A Última Grande Lição: o sentido da vida – Mitch Albom
316. Ulysses – James Joyce
317. Os Diários de Sylvia Plath (1950-1962) – Sylvia Plath
318. A Cabana do Pai Tomás – Harriet Beecher Stowe
319. Bondade – Carol Shields
320. O Vale das Bonecas – Jacqueline Susann
321. The Vanishing Newspaper – Philip Meyers
322. A Feira das Vaidades – William Makepeace Thackeray
323. O Livro do Disco. The Velvet Underground e Nico – Joe Harvard
324. As Virgens Suicidas – Jeffrey Eugenides
325. Esperando Godot – Samuel Beckett
326. Walden ou A Vida nos Bosques – Henry David Thoreau
327. Bambi – Felix Salten
328. Guerra e Paz – Leon Tolstoi
329. We Owe You Nothing, Punk Planet: The Collected Interviews – editado por Daniel Sinker
330. What Colour is Your Parachute? 2005 – Richard Nelson Bolles
331. O que terá acontecido a Baby Jane? – Henry Farrell
332. When the Emperor Was Divine – Julie Otsuka
333. Quem Mexeu no meu Queijo? – Spencer Johnson
334. Quem tem Medo de Virginia Woolf – Edward Albee
335. Wicked: A história não contada das Bruxas de Oz – Gregory Maguire
336. O Mágico de Oz – Frank L. Baum
337. O Morro dos Ventos Uivantes – Emily Bronte
338. Virtude Selvagem – Marjorie Kinnan Rawlings
339. O Ano do Pensamento Mágico – Joan Didion
340. A Bíblia Sagrada

PS: Alguns eu já li, então depois vou escrever resenhas e linká-los nos títulos daqui desse post para vocês darem uma olhadinha!

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Os 13 Porquês

Eu não me lembro bem quando li Os 13 Porquês. Talvez há uns 6 ou 7 anos atrás. Foi um livro que me marcou por um tempo – e acabou sendo encoberto por outras histórias lidas depois, morrendo aos poucos o grande impacto que teve dentro de mim. Ou melhor, foi parar lá no meu subconsciente. Até que, na última sexta, mesmo com vontade de dar continuidade na maratona de Grey’s que eu andei praticando toda a semana, desisti assim que percebi que a adaptação que o Netflix fez do livro já estava disponível.

A história é narrada em um grupo de 7 fitas cassetes e a voz que relata os fatos pertence à Hannah Baker: uma adolescente que, em um dia qualquer, tirou a própria vida. Mas antes disso, para expurgar de dentro de si todas as dores que a levaram a cometer o suicídio, ela grava 13 relatos nas tais fitas, onde enumera cada uma das razões pelas quais sua vida chegou ao fim. As fitas são deixadas com um colega de confiança e, após sua morte, são passadas à cada uma das pessoas da “lista” que contribuíram, de alguma forma, para que Hannah chegasse no buraco onde chegou.

O tema central do livro (e da série) é o bullying: bastante discutido, mas ainda menosprezado pela sociedade. Os problemas e as angustias de muitos adolescentes, na grande maioria das vezes, são diminuídos pelos adultos, que, com duas dívidas e seus problemas de saúde, adoram apontar o fato de que os filhos (ou outros jovens) “não sabem o que é ter problema de verdade“.

Poucas as vezes vocês vão me ouvir falar isso (ou me ver escrever): este é um caso onde a adaptação é tão boa quanto o livro – até melhor. E foi um conjunto de fatores que fez com que, em dois dias, eu terminasse os 13 lados das fitas de Hannah com vontade de passar adiante o meu amor pela série. Desde a produção impecável; a adaptação do reoteiro; os atores que, mesmo jovens, conseguiram dar profundidade aos seus personagens; e, principalmente a atuação do “casal” principal Clay e Hannah, interpretados respectivamente por Dylan Minnette e Katherine Langford, que foram capaz de transmitir para nós as dores, raivas, frustrações e angústias que seus personagens sentiam.

Na minha opinião, essa série (assim como o livro) vai se tornar material de escola. Vai ser usada no mundo em campanhas anti-bullying e eu ainda não encontrei algum outro tipo de “material de conscientização” que tenha um efeito tão forte quanto esse teve em mim. Além disso, o história trata de machismo, estupro, drogas e outros problemas e tragédias que afetam as vidas de jovens de todo o mundo, os quais, muitas vezes, não sabem com quem conversar ou onde procurar ajuda.

Essa produção foi sensacional e, certamente, vai abrir a cabeça de muita gente. Fiquei feliz pois, até mesmo a minha mãe, nada chegada nesses “dramas adolescente” parou para assistir e está passando para a família, os amigos e quem mais ela puder indicar. Assista e compartilhe você também!

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