A Garota no Trem

Eu já havia lido a sinopse do livro em algum grupo de leitura que faço parte. Foi a escolha para um dos meses de 2016, mas com a correria do trabalho + vida pessoal + inúmeras coisas que estou tendo que preparar para a reviravolta que minha vida vai dar em 2017, acabei deixando passar e esqueci do livro.

Até que buscando opções de filmes para assistir no cinema durante uma viagem à Vitória, eu vi o trailer do A Garota no Trem e imediatamente me recordei que ele estava na minha lista de leituras. Então, naquela semana mesmo, eu li o livro e fui ao cinema logo em seguida para assistir ao filme. Vamos combinar: ambos são muito bons!

O tríler é narrado por Rachel: uma mulher depressiva que se entregou ao vício da bebida por não suportar os problemas da vida que levava. Seu único conforto está nas viagens de trem que faz até a cidade e de volta para casa. Em todas elas ela observa, durante uma das paradas, um belo casal apaixonado que mora em uma casa típica de finais felizes.

Um dia qualquer, tudo muda. Rachel desce do trem nesta mesma parada da bela casa. A alguns passos dali, ela também já foi feliz, na casa onde hoje o ex marido mora com a atual mulher. Fragilizada com todas as lembranças que a vizinhança lhe trás, ela se entrega ao álcool durante toda a noite, até que acorda no dia seguinte: em casa, cheia de hematomas, com um corte na cabeça e sem a mínima noção do que ocorreu na noite passada. Como se isso não fosse pesadelo suficiente, a bela loira que morava na tal casa dos sonhos, desaparece misteriosamente sem deixar pistas.

Rachel se envolve com o caso, tentando buscar nas profundidades da sua mente aquela fatídica noite. E em meio à mistério, romances e muita ação policial, a gente vai se envolvendo com a história e sofrendo junto com ela o desespero de não saber o que houve com aquela bela mulher.

Vou deixar aqui o trailer só para vocês terem um gostinho:

Fonte da imagem: divulgação

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O Sorriso de Monalisa

Ando aproveitando o Netflix para assistir, não só aos últimos lançamentos, mas também aos filmes mais antigos que possuem um lugar especial no meu coração. E o escolhido para uma noite aleatória nessa semana foi o incrível O Sorriso de Monalisa.

Retratado nos Estados Unidos da década de 50, o filme acompanha a professora de História da Arte Katherine Watson, interpretada por ninguém menos que Júlia Roberts. Ela é uma jovem liberal e feminista que leciona em Berkeley, uma universidade da Califórnia considerada moderna para aquele tempo.

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Decidida a fazer a diferença no mundo, ela se candidata para uma vaga na prestigiada Wellesley, uma universidade de Massachusetts só de garotas , onde as melhores e mais brilhantes jovens do país estudavam naquele tempo. No primeiro dia de aula e o primeiro contato das jovens com um curso de História da Arte, Katherine se surpreende ao perceber que toda a parte teórica, como os nomes das obras, datas e, até mesmo, seus significados ocultos já estavam na ponta da língua de cada uma de suas alunas, que, afim de atingir a excelência, decoravam os livros-textos tentando se tornar a mais perfeita mulher que elas poderiam ser.

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Afim de tentar abrir a mente de suas alunas, Katherine deixa de lado os livros e passa a apresentá-las a arte moderna, a criar uma opinião própria sobre o que gosta ou não, e a entender, além dos estudiosos, quem era a pessoa por detrás de cada grande mestre.

Em uma faculdade rígida e com estudantes das mais tradicionais famílias do país, o comportamento moderno e liberal da professora logo começa a incomodar e Katherine se vê diante da verdadeira situação na faculdade que, aparentemente, é apenas uma fachada para formar esposas cultas, mães responsáveis e excelentes donas de casa.

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Indignada com o desperdício de potencial de suas alunas, ela resolve colocar as garotas para se questionar, pensando porque as mais brilhantes jovens do país, que poderiam ser suas futuras líderes, estão se contentando com o destino que a sociedade lhes impõe. Em um ano ela consegue tocar estas meninas de maneira nunca antes pensada por elas. O filme relata uma das maiores buscas do feminismo e das mulheres em geral: o livre arbítrio de ser quem e o que ela quiser.

É daqueles filmes que a gente assiste e ama. Compartilha com a mãe, a irmã e as amigas. Usa como inspiração para a vida. O tipo de filme que toda mulher deve assistir – hoje, se possível!

fonte das imagens: divulgação

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