Uma Linda Vida

tenha um lindo dia
e, ainda que custe um pouco mais,
tenha uma linda vida!

Ser feliz sempre foi algo muito importante para mim, e ainda que a vida não seja um mar de rosas, acho necessário a gente estar bem com nós mesmos e com os nossos caminhos – não sempre, pois isso é impossível, mas na maior parte do tempo. Então quando eu vi esse mural em Tilcara, uma cidade mágica localizada no norte da Argentina, precisei fotografá-lo. Ele me recordou de algo que tenho buscado incansavelmente: ter uma linda vida!

Eu sei que parece piegas dizer isso, ou até meio óbvio, mas na prática o que realmente acontece é que grande parte das pessoas se encontram infelizes em suas vidas e acabam por deixarem os dias passarem, sem fazer nada para reverter esse estado de espírito que não faz bem, nem para eles, e nem para quem está dentro do seu circulo de convívio. É meio aquela história da maçã podre no saco de frutas.

Eu confesso que estava bem desencantada com a minha vida no ano passado, e inclusive, passei por alguns momentos bem sombrios. Não acordava mais sorrindo, não tinha ânimo para sair de casa, não via graça nas pequenas coisas. Em tempos como esses, é fácil acharmos vários culpados: nossa família, nosso patrão, nossos amigos… Quando, na verdade, a culpa da nossa infelicidade está em nós mesmos.

É preciso rever, de tempos em tempos, se o caminho que estamos trilhando está nos fazendo feliz. A análise precisa ser constante, porque na correria da rotina, é fácil desandar. A busca pela tão sonhada felicidade é uma conquista diária – e eu ando acordando todos os dias pensando que eu só quero que ele seja lindo. E é a junção de dias positivos que fará, da minha vida, uma linda história.

E você? Também está buscando construir a sua?

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Aquí Me Quedo

antes das minhas viagens eu faço pesquisas intensas
foi assim, pesquisando sobre Buenos Aires
que caí de paraquedas no Aquí Me Quedo
e nunca mais esqueci essas três palavrinhas.

Acho o “som” dessa frase tão lindo. Sempre que leio o título do blog ou penso nele, falo com o sotaque castelhano afiado. Mas a beleza mesmo, para mim, está no significado profundo dessas três palavras: Aqui Me Quedo traduz como “Vou Ficar Aqui”, e é esse exato sentimento que a Gisele Teixeira, autora do blog, tem por Buenos Aires – seu lugar no mundo. E isso me toca muito, pois acredito que ainda não achei o meu.

Minhas cidades do coração são Buenos (como a Gisele, mas não sei se conseguiria viver por lá), o Rio (mas acho que também não é pra mim), e agora Milão (não conheço suficiente). No final das contas, nem mesmo Vix está nas minhas opções para longo prazo, apesar de eu ter um amor inexplicável por essa ilha maravilhosa.

O que eu sei é que Montanha, apesar de aparentar eterna, será apenas um capítulo na minha vida. Após 5 anos aqui, em nenhum dia consegui chamar a pequena cidade de lar. Percebi dia desses que vivi uma vida temporária durante todo esse tempo, fugindo de “compromissos” como comprar um imóvel ou, até mesmo, pintar uma parede de cor diferente. No fundo eu sempre soube que não estava aqui para ficar.

As vezes (quase sempre) me sinto perdida… Como se não soubesse o que o próximo ano me reserva. Além do mestrado que pretendo iniciar até 2017, nada está “fixado” na minha vida. Pra falar a verdade, nem mesmo o mestrado, já que não sei em qual ponto investir – ou, ainda, se vou entrar ou não nesse mestrado, porque aqui é longe de tudo e envolve toda uma logística para fazê-lo acontecer!

É difícil não saber onde “me quedo“. Mais ainda é não saber qual caminho seguir para alcançar essa realização de descobrir seu lugar no mundo e amar tanto a rotina do dia a dia, que nem a mais nublada das segundas te põe pra baixo.

Tô aberta a sugestões…

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O Efeito da Astrologia em Você

Eu sou daquelas que diz que não acredita em Astrologia, mas que lê o signo do dia sempre que pode. E Deus que me livre ler previsão de signo antiga. De dias que já se passaram. Não pode, atrasa a vida.

O engraçado é que, apesar de “não acreditar”, não posso negar as coincidências que encontro em pessoas do mesmo signo. Meu caso, por exemplo: Sou taurina, então tendo a ser decidida, forte, brava e muito direta. Todo taurino que conheci até hoje é assim. Vai explicar.

Daí, li há um tempo atrás, que depois dos 30 quem rege o seu jeito de ser é o ascendente. E tenho notado que a minha personalidade anda mudando muito nos últimos 2 anos. Culpo a idade, o amadurecimento, mas, não custa nada checar a astrologia e tentar prever como eu vou ser dentro de 24 meses.

Pois bem, o meu ascendente é gêmeos – signo dos meus irmãos. De acordo com as minhas pesquisas, este signo tem esse nome devido ao caráter duplo de quem o carrega. E não, Deus que me livre de ser dupla-face. O duplo aí é no sentido de ser complexo. Contraditório. Além de serem calculistas e exigentes. Já sou assim, portanto, se já sou difícil de ser compreendida agora, a tendência é só piorar.

Pelo lado positivo, serei mais adaptável e versátil – coisa necessária para finalmente me contentar com essa vida de interior – será? Além disso, serei mais do mesmo: Inteligente, eloquente, comunicativa, carinhosa, e cheia de energia e vida. Sentiram a ironia?

É, como escutei em um certo filme por aí, 30 é mesmo a idade do sucesso.

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Felicidade

Há algum tempo atrás vi no Twitter que era o dia internacional da felicidade. Cheguei, inclusive, a postar uma mensagem perguntando aos meus amigos e seguidores se eles já sabem o que realmente os faz feliz na vida. Eu acho que já tem um tempinho que eu encontrei o meu segredo da felicidade: Ser verdadeira comigo mesma.

Durante um dos nossos papos-reflexões, Tarcisio e eu estávamos conversando sobre os nossos sentimentos e pensamento, e a terrível mania de não expressá-los por medo de magoar alguém. Alguns pensam que é um defeito, outros intitulam como qualidade, mas eu tenho uma característica bem particular: não há nada que eu pense, sinta ou ache sobre alguém ou alguma situação, que eu não me sinta a vontade em falar.

Lógico que, ao pontuar um “defeito” em alguém, por exemplo, tento me expressar de uma maneira que a pessoa entenda que não é que eu “não goste dela”, mas como eu gosto tanto, estou pontuando aquele fato que acho que ela poderia “melhorar”. Com pessoas que eu não gosto, nem me dou o trabalho: eu me afasto e faço questão de não ter aquela pessoa na minha vida.

Outra coisa que faço é responder de maneira bem sincera quando alguém me pergunta algo: Será que ele realmente é bom pra mim? Você acha que minha decisão foi correta? Será que eu deveria me desculpar? Quer uma resposta sincera, doa a quem doer? Venha a mim.

E, dependendo da siuação e do meu nível de intimidade com a pessoa, não precisa nem perguntar. Dou minha opinião assim mesmo. Sim, senhoras e senhores, ser meu amigo, não é para qualquer um, mas acaba sendo uma boa forma de triagem: só ficam os de verdade. Afinal, os amigos tem, não só a liberdade, mas tambem a obrigação de nos corrigir quando estamos errados.

Isso, pode soar extremista, mas sou bem feliz assim. E o caminho é vice-versa: estou aberta a opiniões e sugestões de familiares e amigos, tudo para ser cada dia uma pessoa melhor. O grande problema é que ainda existe uma concepção de que está errado dizer o que pensamos e, para mim, isso pode acabar com muitas amizades.

Sabe por quê? Porquê eu não tenho amizades de conveniência e muito menos faço questão de viver sob uma “política de boa vizinhança”. Amigo que é amigo, não te elogia quando você está errado.

Resumindo, acho que somos felizes quando estamos confortáveis com quem somos e com o que pensamos, sem nos preocupar com opiniões de pessoas que não tem nada a nos acrescentar. Aliás, li uma frase logo no dia seguinte a esse nosso papo que resume bem o meu modo de ser:

“O segredo do sucesso, eu não sei. Mas o do fracasso é querer agradar a todos!”

Seja feliz com quem você é e tente agradar somente a quem importa. Um brinde aos poucos e bons amigos!

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Sabático

Fui da pré-escola para o colégio
Do colégio para a faculdade
Da faculdade para o primeiro emprego
De estudante para farmacêutica

Nunca tive um momento livre para refletir sobre a vida, sabe? Para deixá-la me levar. Passar meses em um destino dos sonhos, fazer um trabalho voluntário ou dedicar meus dias ao estudo do latim – só porque eu quero. Isto é o sabático: uma viagem para dentro de si mesmo. Um mergulho no autoconhecimento, tão necessário para que saibamos de onde viemos e, principalmente, para onde desejamos ir.

Durante toda a adolescência eu tinha a convicção de que queria trabalhar na área da saúde e, mesmo amando as artes e todo esse lado criativo que ela tem, nunca levei a área em consideração como profissão. Terminei o colégio e me joguei nos vestibulares para medicina. Não passei no primeiro vestibular (por muito pouco, por sinal), mas a ansiedade em crescer e “definir” minha carreira, fizeram com que eu me jogasse no curso de saúde que estava na moda no momento e para o qual havia vestibular com inscrição aberta: Farmácia.

Fui uma ótima aluna, formei com louvor, tirei 10 no meu TCC, garanti meu primeiro emprego ainda antes de ter colado grau e cheguei a me tornar uma empresária do ramo farmacêutico. Mas eu estava cada dia mais infeliz. Trilhando o caminho mais óbvio da profissão, eu me vi trabalhando 44 horas por semana atrás de um balcão de farmácia, onde eu exercia muito mais a veia comercial da coisa, do que a área da saúde em si.

Não sei bem se foi a opressão de outros desejos da minha vida, inclusive aquele meu lado criativo que eu resolvi ignorar na época do vestibular, mas eu já não queria mais ficar calada e submetida ao meu lado racional. E, assim, eu finalmente criei coragem e joguei tudo pro alto. Fui para uma área totalmente fora da minha zona de conforto, mas foi exatamente o que me colocou dentro do caminho que hoje eu acredito ser o qual eu devo seguir.

Ainda assim, eu nunca tirei um tempo para respirar nessas idas e vindas dentro da minha vida. Sei que já estou inquieta por mais uma mudança – e sei bem qual ela é. Porém, sei também que o Sabático será necessário para me dar confiança e certeza de que, mais uma vez, estou trilhando o caminho correto. Será um tempo livre e fundamental para me reencontrar. Me desejem sorte!

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