Amor aos Pedaços

Apesar de tentar controlar a minha alimentação e levar uma vida saudável, uma coisa que eu não consigo abrir mão é dos pequenos prazeres da vida. E certamente não vou abrir mão de sorvete. Eu sou completamente apaixonada por sorvetes, gelatos e seus derivados, e quem me segue no Instagram, sabe bem disso – afinal, eu sempre estou postando fotos de delícias por lá.

Então, nada mais justo do que, assim como eu faço com os restaurantes, bares e cafés que visito, criar aqui alguns posts com reviews de sorveterias incríveis pelo Brasil e pelo mundo. E hoje eu vou falar da Amor aos Pedaços: uma sorveteria tradicional de São Paulo e pela qual eu sou completamente apaixonada.

A primeira vez que eu conheci esta sorveteria, que, na verdade, não vende um sorvetes propriamente dito, daqueles tradicionais que encontramos em qualquer sorveteria de esquina, foi durante uma viagem de trabalho. E, neste último carnaval, quando passamos uns dias na cidade para o casamento de uma amiga, aproveitei para levar Tarcísio para conhecer. Ele saiu apaixonado.

Na Amor aos Pedaços, o sorvete fica disposto em travessas onde é “montado” como uma espécie de pavê, e possui sabores super diferenciados, como bicho de pé, bem casado e cocadinha – além de coberturas e adições especiais que tornam cada sabor único. Sorvetes a parte, a casa ainda faz deliciosos bolos, tortas, docinhos e diversos tipos de sobremesa, para consumo imediato ou sob encomenda.

A sorveteria está presente em diversos pontos por São Paulo e pelo Brasil. Para endereços e informações, acesse o site: www.amoraospedacos.com.br.

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Um Domingo pela Liberdade

Sempre tive vontade de conhecer o bairro da Liberdade, em São Paulo, mas nunca conseguia encaixar em alguma viagem. Porém, no domingo de carnaval, após o casamento da Isabela, minha amiga e motivo pelo qual estávamos na cidade, aproveitamos para ir curtir a ressaca por lá, experimentando várias delicias da culinária oriental e andando pelas lojinhas locais.

Sempre tive vontade de conhecer o bairro da Liberdade, em São Paulo, mas nunca conseguia encaixar em alguma viagem. Porém, no domingo de carnaval, após o casamento da Isabela, minha amiga e motivo pelo qual estávamos na cidade, aproveitamos para ir curtir a ressaca por lá, experimentando várias delicias da culinária oriental e andando pelas lojinhas locais.

Nas lojinhas, um verdadeira paraíso. Principalmente para quem ama decoração e coisinhas aleatórias de casa. Xícaras, luminárias, velas, vasos. Você encontra de tudo um pouco. Para mim, o grande atrativo são os utensílios para serviço de comidas orientais. Acabei comprando vários hashis com desenhos lindos. Nem sei bem quando vou usá-los, já que Montanha não tem restaurantes de comida japonesa – e muito menos um serviço de delivery. Mas, a gente compra mesmo assim.

Por lá também há grandes lojas de cosméticos, voltadas à profissionais do ramo, mas que estão abertas à todo o público. Eu também amo vasculhar essas lojinhas de beleza e adoro cremes que prometem milagres. Acabei encontrando alguns produtinhos que eu amo por um preço bem menor do que aqui no Espírito Santo. Lógico que eu também levei mais coisas para casa né.

Mas, a grande atração do bairro com certeza não é o comércio dentro de quatro paredes – use e abuse da charmosa feirinha que rola ao ar livre na praça central e nas ruas adjacentes. Por lá tem plantinhas, adereços e muitas coisinhas orientais. Mas, sejamos honestos aqui: o que a gente ama mesmo são as barraquinhas de comida.

Resolvemos que lá seria o local do nosso almoço e rodaríamos por várias, experimentando aqui e ali o melhor da gastronomia do local. Começamos na barraquinha de espetinhos: Camarão, bolinhos, codornas. Tem opções de espetinhos para todos os gostos. E, posso falar? Maravilhosos!

Depois, para reforçar, partimos para o Tako-Yaki, que, para quem não conhece, é um bolinho cremoso assado e, posteriormente, recheado. Lá, no caso, existiam duas opções de recheios: polvo ou camarão. E é óbvio que eu pedi dos dois. Eu amo arriscar e comer coisas diferentes, mas para quem não tem esse espírito aventureiro, por lá dá para encontrar os tradicionais sushis e yakisobas também. Se joga!

Por fim, terminamos o passeio pelo bairro no jardim japonês local, que é pequeno, gratuito e esconde mais dois locais com comidinhas aparentemente deliciosas. Foi uma verdadeira orgia gastronômica e saímos de lá rolando de tanto comer.

A feirinha rola todos os domingos mas, mesmo durante a semana, há muita coisa a ser vista por lá. Eu achei o bairro uma graça e com certeza é um daqueles programas diferentes e que fazem São Paulo ser um pouco menos a “selva de pedras” que é. Mais que indico um passeio pela região para quem estiver de viagem marcada para lá – uma ótima dica para domingos monótonos.

A feira da arte, artesanato e cultura da Liberdade acontece todos os sábados e domingos há 33 anos. Ela fica localizada ao redor da praça da liberdade e também nas ruas adjacentes. O burburinho costuma rolar de 8 da manhã até as 18 horas.

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Satay

Sair para jantar em um restaurante chines era uma grande tradição da minha família quando morávamos fora do país. O que não significa ir ao shopping e pedir um Yakisoba no Yan Ping ou um delivery no China in Box.

Quem realmente se aventura em experimentar novas gastronomias sabe que a verdadeira comida chinesa é muito difícil de encontrar no Brasil. Então quando o Satay, uma promessa da gastronomia oriental, abriu em São Paulo, tratei de me programar para visitar a casa durante a minha próxima ida à cidade.

Nisso, durante um papo via whatsapp com uma amiga de colégio, acabei comentando que estava com uma viagem marcada para São Paulo. Não via esta amiga desde que nos formamos no segundo grau, há 10 anos atrás, portanto, tínhamos que marcar um encontro. E como ela está morando por lá, o Satay foi a escolha unânime.

Foi uma noite de bate papo, onde relembramos a adolescência e nos atualizamos sobre a vida adulta. Tudo entre um drink e outro. O problema de restaurantes com bons drinks, como é o caso do Satay, que hoje é o “lar” do melhor barman do Brasil, é que a gente acaba esquecendo de comer.

Foi o nosso caso: Lá pelas 2 da manhã ficamos imaginando se iríamos pedir algo. O garçom anunciou que a cozinha já estava fechando. Como não sou dessas de comer tarde, não teve jeito, o jantar ficou pra próxima. Uma mini-desculpa para voltar ao Satay.

Mas os drinks foram incríveis. E a ambientação também – então fica aqui a dica!

Satay
Rua Padre João Manuel, 1249
Cerqueira César – São Paulo
Tel: 11 3068.0169

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Villa Roma

São Paulo possui mais de 6.000 pizzarias em funcionamento. Retrato da forte imigração Italiana que rolou no final do século XIX e início do século XX no país. Escolher a melhor é quase impossível, mas a gente pode destacar aquelas que tem um ambiente bacana ou um conceito diferenciado. Assim é a Villa Roma.

Fomos a São Paulo durante o feriado de carnaval. Prestigiamos o casamento de uma amiga minha dos tempos de colégio e aproveitamos a folga para esticar a estadia na cidade. Na nossa última noite meu corpo resolveu dar um basta nas “estripulias” e, de repente, veio febre, dor de cabeça e muito, muito cansaço. Daí, já podem imaginar que nossos planos de jantar fora em algum lugar incrível foram por água abaixo né?

villa-roma-interior

Mas, como não é todos os dias que temos a oportunidade de estar em uma cidade com uma variedade de restaurantes tão grande, resolvi não me conformar: tomei um banho, vesti uma roupinha arrumadinha e fui jantar com Tarcisio nos arredores do hotel. Em São Paulo sempre há algo de bacana. Uma quadra depois, entramos no Villa Roma.

A casa é uma pizzaria com uma proposta muito interessante: a massa é completamente light, orgânica e sem glúten. E eles ainda sugerem comer com as mãos. Há uma caixinha com luvas na mesa para os mais enjoadinhos. Quem não quiser, basta pedir um garfo e uma faca. Nós amamos a liberdade de comer pizza com as mãos, o que é praxe em países como os EUA, mas não tão comum no Brasil. Além disso, eu estava me sentindo muito mal e algo mais pesado não iria rolar, então a massa leve da pizza foi o que me possibilitou comer naquela noite.

Falando na pizza, ela era simplesmente deliciosa. Bem fininha, com ingredientes de qualidade e muito bem preparada. Mas, pelo fato da massa ser tão leve, uma pessoa que coma muito, encara sozinha tranquilamente a pizza de tamanho médio. Como eu não queria me arriscar, comi dois pedaçinhos e Tarcisio deu conta do restante.

Mas como nem mesmo doente e cheia eu não resisto à uma sobremesa, a escolha do docinho final ficou por minha conta. Eu queria só “adoçar a boca” e Tarcisio já tinha exagerado na pizza, então escolhi uma banana flambada com sorvete de creme para dividir. MARAVILHOSA!

sobremesa

Se eu estivesse me sentindo bem, certamente teria investigado melhor o bar. Sempre gosto de experimentar algum drink quando conheço um restaurante, ou dar uma olhada na carta de vinhos ou na seleção de cervejas. Nesse dia eu dei uma passada de olho nas opções, e havia uma grande variedade das já tradicionais bebidas de bares e restaurantes brasileiros, mas o que eu gostei mesmo foram das inúmeras opções de vinhos, disponíveis inclusive em taças ou garrafinhas individuais, além do balcão, que eu tanto amo – um lugarzinho onde você pode sentar e bater papo com o barman. Adoro!

villa-roma-bar

Villa Roma
Rua Serra da Juréa, 215 – Tatuapé
São Paulo – SP
Tel: (11) 2092.7374
www.villaromapizzaria.com.br

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