De Volta à Bruxelas

Eu sei que dou umas sumidas loucas vez ou outra, mas preciso confessar que quando a minha vida está no auge da emoção, é quando eu menos fico online. Daí tudo “sofre”: blog sem atualizações, notícias escassas no Facebook, alguns tuítes perdidos – menos o Instagram: nele, costumam ter fotos do que anda acontecendo. Enfim, quem me acompanha por lá viu que eu estava em Bruxelas há alguns dias atrás. E eu aproveitei muitíssimo os 5 dias que passei na capital da Bélgica.

Sim… Foi rápido, bem corrido (eu estava a trabalho) e, mesmo assim, eu não seria eu se passasse pela cidade sem fazer um turismo ou explorar a vida local. Fiz uso dos apps para fazer umas amizades na cidade e vivi intensamente todas as horas livres que eu tive por lá. E, com isso, eu confirmei tudo que eu achei de Bruxelas quando a visitei da primeira vez, em fevereiro/março desse ano: Ela é extremamente subestimada!

Como capital da União Européia e sede de tantas organizações internacionais, Bruxelas é um caldeirão fervilhante de culturas, línguas e história. É um misto de francês e flamengo, com um holandês que insiste em aparecer aqui e ali – e, para acrescentar, 95% das pessoas que moram por lá falam inglês fluente. É chuvosa e nublada, ainda que dentro dos bares a vida continue divertida e colorida, e que ninguém se importa em molhar se estão tendo um happy hour sensacional. É a típica bolha que, pode ser ruim, mas também pode ser muito boa.

Mas é preciso dar o braço a torcer e aceitar que Bruxelas não é das cidades mais turísticas da Europa. Não vá para lá esperando esse tipo de viagem. Sim, eles tem o Manneken Pis e o Atomium, mas concordo que, comparado à Ponte Veccio e a Torre Eiffel, eles não parecem assim tão interessantes. Mas é aí que está o pulo do gato: Bruxelas não é o tipo de cidade para turistas, ainda que eu super recomende bater ponto nas principais atrações de lá. É preciso viver a capital da Bélgica como se você fosse mais um dos milhares de moradores. Sair para os pubs, beber cerveja belga com um local, explorar os bairros menos óbvios, curtir um happy hour nas quintas-feiras na torre de babel que é a área do parlamento europeu…

Então, aqui vai minha principal dica em relação à Bruxelas: visite, mas vá de coração aberto. Não se prenda a programas turísticos e nem espere da cidade a recepção que Paris te daria. Ela não é para os fracos de alma. Vá com calma, conheça, explore, sinta a vibe da cidade… Assim como eu, que tive um péssimo início por lá quando a visitei da primeira vez, você vai aprender a amar pouco a pouco o lado estranho e esquisito dessa que é uma das cidades mais maravilhosas da Europa. E depois desse flerte todo, vocês me contam como foi. Combinado?

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