De Volta à Bruxelas

Entre o final de Setembro e o início de Outubro eu fiz mais uma viagem à Bruxelas. Foram somente 5 dias, tudo bem rápido e muito corrido (eu estava a trabalho) e, mesmo assim, eu não seria eu se passasse pela cidade sem fazer um turismo ou explorar a vida local. No meu tempo livre, pós trabalho e no final de semana, eu caminhei bastante pela região de Ixelles, onde eu estava hospedada, e fiz muito uso do app do couchsurfing para encontrar companhia para uma cervejinha – ou dua, ou três…

Sim, vivi intensamente todas as horas livres que eu tive por lá. Conheci pessoas incríveis, experimentei novos sabores e me aventurei por uma Bruxelas não tão turística, e muito mais dentro da realidade do dia a dia de quem vive por lá. E, foi assim que eu confirmei todas as opiniões que eu tive da cidade quando eu a visitei pela primeira vez, em fevereiro/março desse ano: ela é extremamente subestimada!

Como capital da União Européia e sede de tantas organizações internacionais, Bruxelas é um caldeirão fervilhante de culturas, línguas e história. É um misto de francês e flamengo, com um holandês que insiste em aparecer aqui e ali – e, para acrescentar, 95% das pessoas que moram por lá falam inglês fluente. É chuvosa e nublada, ainda que dentro dos bares a vida continue divertida e colorida, e que ninguém se importa em molhar se estão tendo um happy hour sensacional. Eles gostam de chamar de “bolha das nações unidas” – que pode ser ruim, mas também pode ser muito boa.

Mas é preciso dar o braço a torcer e aceitar que Bruxelas não é das cidades mais turísticas da Europa. Não vá para lá esperando esse tipo de viagem. Sim, eles tem o Manneken Pis e o Atomium, mas concordo que, comparado à Ponte Veccio e a Torre Eiffel, eles não parecem assim tão interessantes. Mas é aí que está o pulo do gato: Bruxelas não é o tipo de cidade para turistas, ainda que eu super recomende bater ponto nas principais atrações de lá. É preciso viver a capital da Bélgica como se você fosse mais um dos milhares de moradores. Sair para os pubs, beber cerveja belga com um local, explorar os bairros menos óbvios, curtir um happy hour nas quintas-feiras na torre de babel que é a área do parlamento europeu. É uma cidade para os iniciados.

Então, aqui vai minha principal dica em relação à Bruxelas: visite, mas vá de coração aberto. Não se prenda a programas turísticos e nem espere da cidade a recepção que Paris te daria. Ela não é para os fracos de alma. Vá com calma, conheça, explore, sinta a vibe… Assim como eu, que tive um primeiro dia por lá quando a visitei da primeira vez, você vai aprender a amar pouco a pouco o lado estranho e esquisito dessa que é uma das cidades mais maravilhosas da Europa. E depois desse flerte todo, vocês me contam como foi.

Combinado?