Oslo

Eu tenho uma lista mental extensa de cidades que eu quero conhecer. E, ainda que Oslo tenha estado nela por muitos anos, não era nem de longe uma das minhas prioridades. Porém, quando eu recebi um e-mail do escritório do Médicos Sem Fronteiras me convidando para um treinamento na Noruega, eu não tive dúvidas e respondi no mesmo dia com um grande “sim”.

Foram 9 dias em Oslo e, ainda que na maior parte deles eu estava confinada em um hostel, onde tínhamos dias cheios de treinamentos que rolavam de 7 da manhã até as 10 da noite (com intervalo apenas para as refeições, eventuais cafés/chás e uma ida rápida ao banheiro), tentei sugar ao máximo tudo que eu podia daquela belíssima cidade no pouco tempo livre que tive por lá.

Minha viagem aconteceu no mês passado, em pleno inverno Norueguês, e as piadas já começaram no aeroporto de Lisboa, onde eu fiz a imigração. Questionada pelo oficial sobre qual era o destino final, recebi uma cara de surpresa de volta quando respondi que estava a caminho da Escandinávia. A única afirmação que ele fez antes de carimbar meu passaporte e me deixar seguir viagem foi que “Brasileiro congela em Oslo!”. É, eu já tava preparada para isso…

E Oslo foi tudo aquilo que eu esperava. Pousamos com neve no chão e uma chuvinha gelada. Fui do aeroporto ao hostel de transporte público, mesmo com um clima que levaria outras cidades, com menos estrutura, a parar tudo e todos. Oslo não. Oslo nem se abala com uma nevasca. Impressionante como as pessoas seguem com suas vidas mesmo com 15cm de neve no chão. Nada abala!

Cheguei ao hostel às 8 da noite. Ele é localizado fora do centro da cidade e bem no meio do nada – acho que de propósito, para nos manter focados nos treinamentos. Desci no meu ponto de ônibus, atravessei um túnel de pedestres que passa debaixo de uma rodovia e segui caminhando por uns 20 minutos – sozinha e no escuro – até chegar à minha acomodação para queles dias em Oslo.

E, o mais engraçado em tudo isso, era o medo/tensão que rolavam dentro de mim. Como brasileira, é natural eu desconfiar até da baixa luminosidade daquele caminho deserto, e eu já pensava nas mil maneiras que iria me defender caso alguém me abordasse. Mas Oslo se mostrou super segura (como eu já imaginava) e, mesmo que eu não conseguisse relaxar 100%, sabia que não havia nada com o que me preocupar.

Aliás, todos os dias e para todos os tipos de situações, nós utilizamos o transporte público da cidade para nos locomovermos. Oslo é servida por um ótimo sistema de ônibus/tram/metrô e você pode chegar a qualquer parte da cidade utilizando um ou a combinação de dois ou mais desses meios de transporte. O passe é integrado e funciona em todos eles – mas depois vou explicar um pouco mais sobre isso… E também contar como eu aproveitei o tempinho livre que tive na cidade.

Fiquem ligados!

Leia Também

2 Comentários

  1. Eu, como boa brasileira que sou, li que você caminhou no escuro e já fiquei com medo…
    mas fiquei 100% curiosa sobre seu curso, conta em um próximo post por favor, quero muito saber tudo. Amei a foto branquinha branquinha.