Um Domingo pela Liberdade

Sempre tive vontade de conhecer o bairro da Liberdade, em São Paulo, mas nunca conseguia encaixar em alguma viagem. Porém, no domingo de carnaval, após o casamento da Isabela, minha amiga e motivo pelo qual estávamos na cidade, aproveitamos para ir curtir a ressaca por lá, experimentando várias delicias da culinária oriental e andando pelas lojinhas locais.

Sempre tive vontade de conhecer o bairro da Liberdade, em São Paulo, mas nunca conseguia encaixar em alguma viagem. Porém, no domingo de carnaval, após o casamento da Isabela, minha amiga e motivo pelo qual estávamos na cidade, aproveitamos para ir curtir a ressaca por lá, experimentando várias delicias da culinária oriental e andando pelas lojinhas locais.

Nas lojinhas, um verdadeira paraíso. Principalmente para quem ama decoração e coisinhas aleatórias de casa. Xícaras, luminárias, velas, vasos. Você encontra de tudo um pouco. Para mim, o grande atrativo são os utensílios para serviço de comidas orientais. Acabei comprando vários hashis com desenhos lindos. Nem sei bem quando vou usá-los, já que Montanha não tem restaurantes de comida japonesa – e muito menos um serviço de delivery. Mas, a gente compra mesmo assim.

Por lá também há grandes lojas de cosméticos, voltadas à profissionais do ramo, mas que estão abertas à todo o público. Eu também amo vasculhar essas lojinhas de beleza e adoro cremes que prometem milagres. Acabei encontrando alguns produtinhos que eu amo por um preço bem menor do que aqui no Espírito Santo. Lógico que eu também levei mais coisas para casa né.

Mas, a grande atração do bairro com certeza não é o comércio dentro de quatro paredes – use e abuse da charmosa feirinha que rola ao ar livre na praça central e nas ruas adjacentes. Por lá tem plantinhas, adereços e muitas coisinhas orientais. Mas, sejamos honestos aqui: o que a gente ama mesmo são as barraquinhas de comida.

Resolvemos que lá seria o local do nosso almoço e rodaríamos por várias, experimentando aqui e ali o melhor da gastronomia do local. Começamos na barraquinha de espetinhos: Camarão, bolinhos, codornas. Tem opções de espetinhos para todos os gostos. E, posso falar? Maravilhosos!

Depois, para reforçar, partimos para o Tako-Yaki, que, para quem não conhece, é um bolinho cremoso assado e, posteriormente, recheado. Lá, no caso, existiam duas opções de recheios: polvo ou camarão. E é óbvio que eu pedi dos dois. Eu amo arriscar e comer coisas diferentes, mas para quem não tem esse espírito aventureiro, por lá dá para encontrar os tradicionais sushis e yakisobas também. Se joga!

Por fim, terminamos o passeio pelo bairro no jardim japonês local, que é pequeno, gratuito e esconde mais dois locais com comidinhas aparentemente deliciosas. Foi uma verdadeira orgia gastronômica e saímos de lá rolando de tanto comer.

A feirinha rola todos os domingos mas, mesmo durante a semana, há muita coisa a ser vista por lá. Eu achei o bairro uma graça e com certeza é um daqueles programas diferentes e que fazem São Paulo ser um pouco menos a “selva de pedras” que é. Mais que indico um passeio pela região para quem estiver de viagem marcada para lá – uma ótima dica para domingos monótonos.

A feira da arte, artesanato e cultura da Liberdade acontece todos os sábados e domingos há 33 anos. Ela fica localizada ao redor da praça da liberdade e também nas ruas adjacentes. O burburinho costuma rolar de 8 da manhã até as 18 horas.

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