Uma Viagem Espontânea Para Ouro Preto

No começo de Abril minha irmã e eu combinamos de fazer uma viagem até a sua ex-faculdade para cuidar de algumas burocracias. Ela, que estava cursando Medicina em uma instituição particular de Minas Gerais, acabou tendo a felicidade de passar em uma universidade federal lá da Bahia – e foi assim que nós acabamos nessa viagem, tentando em um só dia cancelar matrícula, FIES, aluguel de apartamento, internet e outras chatices. Logo vimos que a viagem seria longa e cansativa, então decidimos unir o útil ao agradável: aproveitamos que estaríamos pelos arredores de Ouro Preto e emendamos alguns dias por lá.

Quando nossa mãe e uma de nossas tias ouviu os planos, rapidamente se ofereceram para ir juntas. Mamãe, inclusive, deu a ideia de ir no carro dela, que é mais espaçoso, e disse ainda que iria dirigir por toda a viagem. É claro que elas ganharam a vaga né? E depois de alguns telefonemas para mudar nossas reservas, estava tudo pronto para as duas noites que passaríamos em Ouro Preto.

Foi a minha terceira vez na cidade: a primeira aconteceu durante uma excursão do colégio, com a minha turma do segundo ano do ensino médio. Passamos um final de semana prolongado explorando a cidade junto com a nossa professora de história da época. Já a outra viagem aconteceu no meu último período de faculdade, quando eu fui participar de um congresso estudantil lá na UFOP – casa da primeira faculdade de farmácia no Brasil. Além de ter sido uma experiência muito bacana, foi também uma viagem que mudou a minha vida. E marcou Ouro Preto para sempre na minha alma.

E essa terceira vez na cidade aconteceu com exatos 9 anos de diferença da última vez que eu estive por lá, e num momento da minha vida em que eu estava sentindo um mix de emoções que mexeram profundamente comigo, tornando esses dias em Ouro Preto um pouco surreais. Tanto, que hoje, escrevendo esse post, recordo os momentos vividos como se fossem frutos da minha imaginação – e não algo que de fato aconteceu. Me lembro de caminhar pelas ruas e as reconhecer. Saber me locomover entre os becos e as ladeiras dessa cidade centenária. Relembrei histórias e momentos vividos ali. E revi em inúmeros flashes minha vida e todas as decisões que me levaram até aqueles momentos. E re-confirmei a minha relação especial com esse cantinho de Minas: ainda relevante na minha história, ainda que não tenha com o mesmo significado.

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